<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710</id><updated>2012-01-27T08:09:46.505-08:00</updated><title type='text'>Insolente</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>80</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-8275904141763008219</id><published>2011-11-17T18:19:00.000-08:00</published><updated>2011-11-17T18:21:17.185-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não queria mais ser maldosa. Não que algum dia tenha querido: mas maldade é isso, vai se enfiando pelo nossa rotina em pequenas maldades esparsas, mas veneno ainda. Queria ser boazinha. Inteiramente, maravilhosamente, integralmente boazinha, Madre Tereza, Pollyana, achando tudo bom tudo ótimo amém. E vai dizer que não é?!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-8275904141763008219?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/8275904141763008219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/11/nao-queria-mais-ser-maldosa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/8275904141763008219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/8275904141763008219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/11/nao-queria-mais-ser-maldosa.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-6864525840605091017</id><published>2011-10-17T12:42:00.000-07:00</published><updated>2011-10-17T13:30:31.731-07:00</updated><title type='text'>So babe/ what we´ve got/ has lately /not been enough</title><content type='html'>Acho ainda que amor é fraqueza. Uma fraqueza maliciosa que derruba a gente, e a gente rindo, besta, burro. E feliz. E triste, depois. Sentimento é fraqueza, eu nunca gostei de ser fraco. Mas aceitei. Como a gente aceita os redemoinhos no cabelo, os dedos gordinhos e o dedão do pé torto. E eu continuei assim contigo, de longe, quieto. Num amor docinho, docinho, segunda de sol, a gente tão jovem pra morrer e os nossos olhos fugindo e encontrando e suas viagens se enlaçando nas minhas e a gente rindo. Pra quê droga, meu Pai. Aceitei seu menino numa falta de ciúme que agora me surpreende, cuida dela, han? Que ela fica com medo às vezes. Que ela reclama também. Mas tem esse coração grande que não cabe. E vermelho puro. E eu gosto dela nesse silêncio manso, um afago, um feixe, um contratempo. Fica mais um pouco, já que a gente não tem pressa e não morre nunca. Depois você liga pra ele. Depois, depois você volta pro mundo lá fora. Por enquanto fica aqui que eu faço um drink pra você e trago o violão, te peço pra cantar e você muda de assunto e pergunta, pergunta sem parar porque não cansa de perguntar nunca enquanto sonda meu quarto, minhas meias, inspeciona o chão da varanda. Olhava pra ele, queria segurar sua mão e dizer que sim, que sim, que sim, e que continua tudo igual e bom e no lugar. Do jeito que for você continua pra mim açúcar puro, esse pedaço que vai comigo porque não se dissocia, que não tem cabimento isso, dissociar. Vai comigo o coração quente e claro que você me deu, porque depois que a gente muda assim não volta mais: vai ficar sempre quente e claro. Você vai comigo, meu bem: seu ted, sua febre por tudo e a falta de pressa, suas piadas, seu cuidado, seu apartamento sem tempo de nada, desalinhado do resto do mundo (graças a Deus). E eu sei que ela entende que você é um bom homem porque a gente reconhece logo pelos olhos, e fica com essa vontade toda de ser boa também. Que ela seja boa, D., que seja a melhor mulher do mundo, e que tudo contigo continue sendo bom, quente e claro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-6864525840605091017?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/6864525840605091017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/10/so-babe-what-weve-got-has-lately-not.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/6864525840605091017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/6864525840605091017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/10/so-babe-what-weve-got-has-lately-not.html' title='So babe/ what we´ve got/ has lately /not been enough'/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-5677825754842402417</id><published>2011-09-14T10:18:00.000-07:00</published><updated>2011-09-14T10:27:36.364-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Se pudesse, diria. Se coubesse. Não calhava. Então dava voltas e voltas gentis pelos caminhos dele, se ocultando. Se fingindo toda. Segurando a língua. Queria olhar pra ele assim bem fundo nos olhos e pedir perdão, e que ele pudesse perdoá-la. Mas talvez ele não pudesse. E ela entendia, é claro. Que pudesse perdoá-la e dizer que tudo bem, tudo bem sim, e convidá-la pruma tarde qualquer, porque fazia sol. Fizera um sol grande e brando e claro. Se pudesse, diria. Diria e os olhos dele iam perder aquele tom sofrido pra ela, me perdoa, não tive como fazer nada, as coisas foram rolando daqui e nós ficamos assim, com gosto amargo um pro outro. Queria tê-lo guardado, porque ele era bom. E se não teve jeito, que ele a perdoasse então, de coração, de espírito, de corpo. O mundo gira mais inclinado e mais preto, porque ele não merecia. Nem ela. Se pudesse, dizia logo. Que daquele jeito desigual tinha sim, tinha. Desigual, mas era. Não podendo, mordia a língua. Até sair sangue. Porque doía, doía demais, meu Pai.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-5677825754842402417?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/5677825754842402417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/09/se-pudesse-diria.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/5677825754842402417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/5677825754842402417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/09/se-pudesse-diria.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-8677699789267141257</id><published>2011-08-30T19:29:00.000-07:00</published><updated>2011-08-30T19:34:05.970-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Um ódio quente e passivo das mulheres que já tiveram o seu favor. Uma vingança contra as que viriam, porque digo que você não fica. Digo com o coração pesado, desde já me sentindo uma sozinha, uma desgraçada. Odeio essa vulnerabilidade que querer alguém deixa na gente. Você me fez engoli-la, remédio amargo. Digo e se digo dirão que eu sou fria, frígida, mal criada, o escambau. Mas olhando assim dentro dos seus olhos e das suas palavras soltas e superficiais eu fico logo sabendo que você não fica. Que vai acabar sendo o melhor dos meus amores, mas não fica. E isso me enegrece, numa concha preta que de tão preta some no fundo. E brilha, brilha de dor.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-8677699789267141257?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/8677699789267141257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/08/um-odio-quente-e-passivo-das-mulheres.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/8677699789267141257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/8677699789267141257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/08/um-odio-quente-e-passivo-das-mulheres.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-8413792340240913913</id><published>2011-08-25T14:19:00.000-07:00</published><updated>2011-08-25T15:14:17.639-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Reconhecia que desde que o coração tivera começado a bater ficara assim sempre, o assobio ocasional no peito. "Está aí um que não fará grande carreira no mundo, as emoções o dominam". Aceito. É destino, a gente aceita sem contestar. Mas ficara pior, e ficaria ainda, marcado por todos os amores que o ultrapassavam e içavam e o destruíam. Passariam todos. E um dia o coração pararia assim, no mesmo sopro. Sem salvação. Respiraria e nessa dorzinha pontiaguda e aberta, seria tragado inteiro, porque Deus nos fez instrumento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo todo rodando e só eu aqui. Só eu dentro do buraco.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-8413792340240913913?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/8413792340240913913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/08/reconhecia-que-desde-de-que-o-coracao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/8413792340240913913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/8413792340240913913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/08/reconhecia-que-desde-de-que-o-coracao.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-6450115674877306096</id><published>2011-08-17T19:35:00.000-07:00</published><updated>2011-08-17T19:59:24.740-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ela chegou assim por trás, pedindo abraço, com cara de choro. Fazia um sol de rachar o crânio da gente e ela com essas mangas compridas, acha que esta na Europa ainda, a esnobe. A coitada.&lt;br /&gt;- Amanda. Amanda, vem cá.&lt;br /&gt;- O que é que foi, menina?&lt;br /&gt;- Não sei, não sei - repetiu baixinho, remexendo os dedos uns dentro dos outros. O que é que eu faço, Amanda, me diz!&lt;br /&gt;- Você acha que eu tenho quantos anos, se me visse sem me conhecer?&lt;br /&gt;- Vinte, você tem essa carinha de criança assustada.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tenho treze, &lt;/em&gt;quis responder. O coração doído. Ele voltou, Amanda, voltou e quer me assombrar. Continua passando a mão pelo meu cabelo, me chamando de boneca e rindo largo. Foi pros cafundó do judas e continua rindo desse jeito, que inferno. A gente acha que muda mas não muda.&lt;br /&gt;- Você vai descer hoje? Vai comigo, hein?&lt;br /&gt;- Se você&lt;em&gt; &lt;/em&gt;ficar com essa carinha daqui a pouco meia faculdade vai se oferecer pra ir contigo onde você quiser, parece um cachorrinho amedrontado.&lt;br /&gt;Patético, deu uns tapinhas no rosto e se aprumou.&lt;br /&gt;- O felipe tava aqui me dizendo da aula de teoria da justiça. Não vai andar, viu. Não faz o menor sentido isso agora.&lt;br /&gt;- Sei.&lt;br /&gt;- Mas você queria pra pesquisa, né?&lt;br /&gt;- É, mas pode não ser. Não sei.&lt;br /&gt;A Amanda repuxou suas mangas, segurou uma mão na sua e apertou sua bochecha com carinho - está baratinada a dona organizada, hein? É paixãozinha isso? Ficou apaixonada pelo noivo, hum? Já não era sem tempo.&lt;br /&gt;- Não, estou apaixonada por você, dadá, por você!&lt;br /&gt;- Não me agarre assim que você queima meu filme. Cheio de gato aqui, ó.&lt;br /&gt;- São 9 e 15 da manhã, dá um tempo.&lt;br /&gt;Puxaria um cigarro agora se pudesse, mas nem pra isso servia, nem pra puxar a porra do cigarro. Antes de colocá-la no cesto da cegonha os anjos devem ter cometido a delicadeza de fazê-la assim, trouxinha. Toda apaixonada e toda trouxinha, incapaz dos vícios. De alguns, talvez. Porque é que não viciava em trabalho, em livro, em coisa rentável, meu Deus! Mas não. Os óculos escorregavam do nariz, um sol de rachar e aquele frio bobo, tinha é que ser assim, anêmica, adolescente. Merecia uma porrada na cara pra quebrar aquela expressão idiota e os óculos, de cara. Pôr uma lente e sair por aí chamando os outros de boneca também, fumando um cigarro atrás do outro. Boneca é a puta que te pariu, seu desgraçado. Eu chorei quando você disse que não voltava ainda...e você me volta com a mesma cara, meu Pai, me socorre, santo tem que servir pra isso também, não tem? Tinha a vela de Santo Antonio ainda, que não tinha feito o pedido, faria agora, me deixa me livrar dos carmas e me apaixonar pelo meu curso, meu santinho, seria plena então, seria inteira e boa e feliz. Maldade dizer que não estava feliz, até sacrilégio. Um vestido branco longuíssimo e um anel dourado no dedo, pronto, pronto, aí podia ser qualquer coisa. Mundinho machista, romancezinho aguado. Carma do diabo.&lt;br /&gt;- Me dá o cigarro, Amanda.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-6450115674877306096?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/6450115674877306096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/08/ela-chegou-assim-por-tras-pedindo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/6450115674877306096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/6450115674877306096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/08/ela-chegou-assim-por-tras-pedindo.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-6737908510886517516</id><published>2011-08-07T17:44:00.000-07:00</published><updated>2011-08-10T14:19:07.593-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Então ele levou outra mulher? Sim, tinha levado, porque não levara A. a lugar nenhum. Ela sempre estava lá; ele, atrás. Então tentava se desvencilhar, coitado, pensávamos eu e a Loreninha, pobrezinho! Porque ele continuaria sendo dela, os olhos escravos. O corpo todo preso, o coração todo dela. Ela revolvia, remexia, ria, ria muito e tocava levemente seu braço, ele todo inteiro, absorvido, içado. Ela passava a mão pelo cabelo, fazia troça, contava frivolidade e ria, era só riso, ele todo a envolvia sem querer, sem poder. Via-a sentada quieta no banquinho mas envolta por ele ainda, por mais que ele estivesse a quilômetros e falasse sobre o que quer que fosse. Sobre o escândalo da faculdade. Sobre astronomia. Sobre a noite anterior. Podia ir para o Japão e estaria assim ainda, ligado. Era ela ainda, era ela sempre. E isso é bonito, sabe, Loreninha? Uma doação assim sem precedentes.&lt;br /&gt;- Até tem tentado, hein?!&lt;br /&gt;Ela pousou a xícara, dispersa - como se ele pudesse... - Rodou o dedo suavemente pela borda do pires, tinha um filetinho dourado que já queria desbotar por causa do tempo, a Loreninha é toda de delicadezas e aguada assim. O que também não enganava, porque no fundo deve ser uma paixão meio feroz, cheia de detalhes e minúcias, que é o que dói. É o que nos dói, no final de tudo, eu sei que bem aí no fundo você está arranhada mas com fé ainda, até inchada e brilhante, esse amor por tudo que não te larga. - Você acha que eu devia ter comprado a cortina de florzinhas azuis? Combinava mais com a cozinha...mas achei tão bonito esse amarelo desmaiado.&lt;br /&gt;Eu sei, eu entendo, Loreninha, entendo tudo. Usava uns vestidos assim um pouco atemporais e parecia ela também toda desmaiada, essas paixonites bobas. Fresca e boba, a Loreninha. A. não: A. parecia um animal, preso num corpo que não lhe cabia. Ela inteira reluzia, fêmea, exagerada. Até quieta se podia pressentir a pulsação até dentro dos olhos, uns olhos enormes e inquietos. Ele lhe falava assim e mesmo distante era de uma paixão velada que mesmo &lt;em&gt;vocêvaibeberoque&lt;/em&gt; parecia uma poesia secreta que ele desfiava baixinho perto do ouvido dela enquanto acariciava o seu cabelo, eu te amo, A., eu te amo, dizia inteiro, sem poder se conter. Nós aqui fingíamos não ver e falávamos sobre os colegas, o jornal e o tempo, mas estávamos todos assustados e admirados. Eles se furtavam um do outro, numa dança engraçada, cheia de rodopios e pausas. Se enlaçavam assim: ela séria, medrosa, que de vez em quando se esquecia e ria e brilhava daquele jeito. Ele sem lugar, caçando esconderijo, mas acabava sempre ali, rondando-a, como se envolta do sol.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-6737908510886517516?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/6737908510886517516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/08/entao-ele-levou-outra-mulher-sim-tinha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/6737908510886517516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/6737908510886517516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/08/entao-ele-levou-outra-mulher-sim-tinha.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-3869926583889618192</id><published>2011-07-16T16:30:00.000-07:00</published><updated>2011-07-16T16:39:16.952-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Desde já não poderia partir sem dor, constatou enquanto prendia o colar de pérolas no pescoço, toda pretensamente impecável. E assim, sem remédio, coelho, deixava-se pegar. Deixava-se ao que o destino tivesse a mazela ou a delicadeza de lhe trazer. Afetada, diria a Loreninha se visse, mas a Loreninha andava distante, tomando tabefe por causa de homem. Loreninha, todas nós assim afetadas, são os 20 anos. Depois diríamos: é a feminilidade. Depois, é o casamento, os filhos, mulher é um bicho predestinado mesmo a se doar - por uma convenção inútil, inútil e irracional como todos os rituais religiosos, religião antiga, os cabelos desenhando anéis, os ventres desenhando curvas de futuro, os dedos enlaçando promessas. Coelha, você está acordada, hein? Que é que você tem que não se mexe, repetia como o padre dizia o latim, tudo escrito na pele, como se dissesse. Era Lygia, portanto dizia. Coelha. E ela sorria, sorria, porque já não podia fazer mais nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-3869926583889618192?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/3869926583889618192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/07/desde-ja-nao-poderia-partir-sem-dor.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/3869926583889618192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/3869926583889618192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/07/desde-ja-nao-poderia-partir-sem-dor.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-7705273626402845326</id><published>2011-07-01T15:15:00.001-07:00</published><updated>2011-07-01T15:21:32.346-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Incontida ainda. Olhando atrás das portas, debaixo dos tapetes, com medo do que iria achar. Sabe uma coisa que eu queria te dizer, D.? Parece íncrível, mas continuo insatisfeita. Sinazinha desgraçada. Nem você foi capaz de me salvar disso. Nem ele. Nem eu. Deus, será o impossível? será, ele diz de dentro do meu café amargo com bolo de chocolate. Isso não parece muito justo, não queria ter a alma condenada como Caio, como a Virginia. Queria essa bobagem suficiente. Queria essa simplicidade superficial, ignorante. Queria ter lido menos Caio, ouvido menos Chico, e amado menos. Ou mais. Qualquer coisa que me poupasse disso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-7705273626402845326?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/7705273626402845326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/07/incontida-ainda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/7705273626402845326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/7705273626402845326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/07/incontida-ainda.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-5128238453751796650</id><published>2011-06-26T15:59:00.000-07:00</published><updated>2011-06-26T16:19:39.590-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Servia o café e ela com aquela vontade boba de chorar. Não sabia bem ao certo se pela dor no calcanhar destroçado no jogo de tênis que não passava ou porque tinha ficado assim emotiva, se passasse agora uma propaganda de ruffles tinha certeza que chorava, chorava copiosamente, estava sensível e sonsa, duas coisas que de fato andam juntas. Ô Loreninha, ficou tudo tão açucarado e vulnerável daqui, você não acha? E isso assusta mas também enternece. Enovelava-se devagar naquela ternura branca por ele, tanto amor e ainda aquela ternura branca, tanto sexo e aquela ternura branca, salvá-lo, meu Pai, salvá-lo inteiro e de qualquer coisa, é meu menino, meu pedaço. Pronto, fiquei assim vulnerável e quero chorar porque me dá medo de depois faltar o chão mas me deixa emotiva, apaixonada, não é bonito ser tocada assim, hein, Lorena? Não é bonito ficar vulnerável, doada, oferecida igual essa borboletinha miúda e alaranjada que agora deu pra aparecer no seu apartamento? Toda frágil e toda ali, faça chuva ou faça sol, destemida a tal da borboletinha. Gosto desse tempo bobo e parado que faz na sua casa de tarde, me dá a impressão de ter o mundo todo nas mãos, e todo o tempo, nós somos jovens e você é tão bonita natural e castanha, Loreninha, queria abraçá-la e explicar. Queria uma explicação, mas os olhos já estão tocados por essa névoa pálida que deixa a gente burro e repetitivo, e o coração já mais alarmado e barulhento, sobrepondo-se aos neuroniozinhos espertos e adestrados, tão adestradinhos e agora bloqueados dessa maneira. A gente fica burro, Loreninha, cego, surdo, louco, não enxergo um palmo na frente do nariz. Mas fiquei tocada, e você sabe, isso deve ser bom. Essa sensibilidade pro colorido e pras palavrinhas antigas e xoxas dos poetas deve servir para ser uma garotinha melhor. Ronronava um amor brando que se aderia à sua pele. Estou irremediável, Loreninha, quem sou eu. Me salva? Não, a propósito, não me salve. Deixa eu me afogar em açúcar porque açúcar não envenena a gente. E se envenenar, agora também já não ligo mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-5128238453751796650?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/5128238453751796650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/06/servia-o-cafe-e-ela-com-aquela-vontade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/5128238453751796650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/5128238453751796650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/06/servia-o-cafe-e-ela-com-aquela-vontade.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-2615032840299258363</id><published>2011-06-18T15:41:00.000-07:00</published><updated>2011-06-18T15:48:09.676-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Engraçado isso, hein, Loreninha? Fiquei mais livre pra me apaixonar agora, estou tão apaixonada por esse azul desmaiado, por essa margarida na sua janela, por essa sua delicadeza, pela atenção da Irmã Lila, por esse jeito louco que eu gosto dele. Fiquei apaixonada assim por tanto que parece que me achei nesse bololô, sou o que vim pra ser, até meus dedos estão mais quentes. Seguro seus dedinhos claros antes de apanhar a xícara de café que você me oferece, seguro você assim distraída e natural, numa benção e num agradecimento, estou apaixonada, meu Pai. Nada me tira desse estado de graça, esse mundo bonito, essa cor nos seus olhos, esse coração bobo que me ficou. Talvez, de tudo, seja isso, meu Pai, seja isso: olhar a Loreninha com essa ternura que não me cabe, o mundo inteiro dentro do eixo. Lindo, lindo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-2615032840299258363?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/2615032840299258363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/06/engracado-isso-hein-loreninha-fiquei.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/2615032840299258363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/2615032840299258363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/06/engracado-isso-hein-loreninha-fiquei.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-1610855696196365407</id><published>2011-06-16T13:17:00.000-07:00</published><updated>2011-06-16T13:33:37.669-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ele diria que não, é claro. Depois de amanhã, ou quem sabe na sexta, o trabalho, sempre aquele trabalho desgraçado começado todo dia e sempre mais, e mais e mais. Pra ele comprar aquele relógio caro e mover a mão como o dono do mundo, desprentencioso, o meu homem. Ele gosta de deixar claro todo dia que não é meu menino. Que despropósito, hoje é terça, pensaria ele, como se afastasse uma mariposa boba que rondava sua cabeça, continuaria ali, entretido, e a secretária vadia e justa perguntando tudo, ligando, não sei o que eu faria sem a Tatiana, disse ele sem pensar depois de me contar o problema com o alvará do consultório. Sutil, a Tatiana, se não fosse pelos olhos. Fico caraminholando desse jeito e depois não sei o que eu faço, me abraça, Roberto, me abraça! Mas era terça feira. Quem sabe na quinta, ou na sexta. Disse que sim e perguntou se podia confirmar o jantar com a Marina e o Flávio no sábado, ele respondeu que sim, podia, depois das 8h, mandou um beijo e desligou. É que eu quero te trair, sabe, Roberto?! Incrível como fica aquele bichinho no fundo dizendo maldade e a gente vai ficando aguado de tristeza, só pensar em trair e fica apaixonado, não, Roberto! Os meneios sentimentais. Talvez ele até lhe desse um tapa na cara se dissesse que foi com o estagiário, xingaria, diria pra todo mundo que tinha aquela carinha boa mas era uma vadia. Vadia sim, uma vadia de fim de semana porque durante a semana a gente trabalha, põe roupa cristã, liga pra mãe, dá ordem pra faxineira. É, terça não parecia um dia muito apropriado pra trair. Talvez terça feira fosse só dia de morrer, levar o cachorro pra andar, ver novela e andar de pantufa. Vestiu o pijama azul desmaiado, a pantufa e foi deitar, se divertindo malevolamente com o jornal. Na quinta, quem sabe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-1610855696196365407?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/1610855696196365407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/06/ele-diria-que-nao-e-claro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/1610855696196365407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/1610855696196365407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/06/ele-diria-que-nao-e-claro.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-6697197271594018779</id><published>2011-05-21T11:27:00.000-07:00</published><updated>2011-05-22T07:38:21.119-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>- Por quê a gente fica catalogando artigo revogado?&lt;br /&gt;- História, todo mundo é apegado demais a história. Lembrar sempre dos equivocos de antes pra não cometê-los de novo, mas na verdade só cometem de uma outra maneira, não faz diferença.&lt;br /&gt;Não quero lembrar, Lorena. Tá doendo, porque porra as coisas voltam pra doer? Me dá vontade ir embora, sabe. Fugir. E se eu o tivesse matado, teria sido melhor? Se tivesse destroçado seu coração? Mas acaba que a gente vai junto, não é? E fica assim, prostituída, destruída. Isso eu não quero não, quero ir, quero ir e o coração fincado, doído, a gente arruma tanto dinheiro pra comprar renda, bolsa, viagem, mas o que precisava mesmo ninguém arruma: um coração novo. Eu fui pra Paris, minha flor, procurei conhecer muita gente diferente, arranjei muita coisa pra fazer, mas não tive coragem de sair desse campinho suave entre a paz e a indiferença, será que adiantou? Será que os ares de Paris não puderam fazer nada por mim? Por que eu olho hoje ainda e o coração ficou feio, arrebentado, me dá essa vodka que eu quero esquecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-6697197271594018779?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/6697197271594018779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/05/por-que-gente-fica-catalogando-artigo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/6697197271594018779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/6697197271594018779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/05/por-que-gente-fica-catalogando-artigo.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-8733634345146395142</id><published>2011-05-14T11:58:00.000-07:00</published><updated>2011-05-16T12:00:36.960-07:00</updated><title type='text'>O amor é redundante e a gente continua rodando dentro dele.</title><content type='html'>- Onde você vai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou ali na esquina enterrar o meu coração, Lorena. Não me espere pra jantar, não abra o vinho porque hoje a noite eu não vou ficar. Talvez eu chegue às 4, bêbada. Talvez às 6, desvairada. Mas certamente sem o coração no peito. Despreveni. Deixei com ele e agora fico sem graça de pedir de volta. Vou continuar voltando pra casa sem o coração, até o dia em que ele não o quiser mais; neste caso, pego de volta. Atordoada ainda, com Caio martelando na cabeça, Caio entende; na cabeça não, na alma que nessa hora a gente não tem corpo mais. Viva e aberta, procurando o furo, como é que isso tinha acontecido? Fato é que desde já está acontecido, consumado, Lorena, meu coração ficou com ele e agora eu não sou ninguém e sou tudo, sou Deus, morta de medo e absolutamente destemida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-8733634345146395142?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/8733634345146395142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/05/o-amor-e-redundante-e-gente-continua.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/8733634345146395142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/8733634345146395142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/05/o-amor-e-redundante-e-gente-continua.html' title='O amor é redundante e a gente continua rodando dentro dele.'/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-8342186503653341232</id><published>2011-05-08T10:53:00.000-07:00</published><updated>2011-05-09T09:55:22.473-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#330033;"&gt;"- Lião, Lião, ando tão apaixonada. Se M.N. não me telefonar, juro que me mato."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Lygia Fagundes Telles, As meninas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É cedo ainda, como dizemos sempre que é cedo ou tarde. Cedo. Mas se você tirasse os olhos do entorno um pouco e parasse de me apresentar pra todo mundo, poderia ver que eu estou com medo, e que acho completamente ilegítimo um sujeitinho errado assim como você aparecer aqui querendo pôr pingos nos meus is. Acho mais ilegítimo ainda gostar de você dessa maneira que eu não entendo e que não acho termo. Deixo que diga-me o que fazer, que me mande embora quando quer, que me use um pouco. Sabe, eu cheguei aqui segura, minha. Não quero voltar desaguada, parcial. Se você não sabe é bom que saiba, mas não desde o início pra não estragar o gosto, que você pode ser mais velho sim, e ter fumado muito mais que eu e ter se perdido muitas outras vezes, mas eu já tive a minha quota e não, obrigada, não estou disposta a sofrer. Não assim, voluntariamente. Se você quer me destruir vai precisar de um pouco mais do que isso. E se quer me levar com você, vai precisar de muito mais do que umas doçuras. Já tive minha quota e minha alma tá livre e cansada desses joguinhos, entende? Se quer me levar, seja um bom menino, porque eu não tenho 18 anos mais e tenho alguns compromissos pra cumprir, não posso ficar esperando você querer ser bonzinho, preciso ir antes que fique pesado, antes que doa, porque meu coração é desgovernado assim mas também é velho, você viu quando médico disse que eu sou fraquinha, não posso ser submetida a grandes emoções. O mundo não perdoa os sensíveis, A. E o pior de tudo é saber que você vai sobreviver a mim, intacto, não importa o que eu faça. E isso não muda nada, mesmo, mas me angustia porque eu sei que você vai levar um pedaço do que é bom de mim. Hoje, amanhã, ano que vem. Deixar que você me leve um pedaço é doce, mas é perigoso, menino...e se sobrar muito pouco depois? E se você me esvazia de mim, sem saber, sem que eu permitisse? Te digo que estou com medo e fecho os olhos pra fingir que eu nunca fui partida, mentir que eu não choro por sua causa. Você me diz que não, que não, que é meu menino. Eu rezo para que todos tenhamos pena do meu coração, tão afetado pelo sopro, coitado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-8342186503653341232?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/8342186503653341232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/05/liao-liao-ando-tao-apaixonada_08.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/8342186503653341232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/8342186503653341232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/05/liao-liao-ando-tao-apaixonada_08.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-5421539530587377371</id><published>2011-05-07T15:22:00.001-07:00</published><updated>2011-05-07T19:39:56.799-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-5421539530587377371?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/5421539530587377371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/05/liao-liao-ando-tao-apaixonada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/5421539530587377371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/5421539530587377371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/05/liao-liao-ando-tao-apaixonada.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-5103813240814970619</id><published>2011-05-05T10:51:00.000-07:00</published><updated>2011-05-05T11:05:42.784-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ele viria, sem cerimônia. A porta cerrada. O beijo desleixado, o café no fogo e o cachorro latindo sem parar, ele falava muito também. Se sentaria ali quietinha na mesa da cozinha, esperando, observando, rezando pra ele ser dela. Amando lentamente aquele homem bom, a quem ela queria tão bem. Ele não suspeitava. Ela diria bobagens açucaradas e coloridas, o coração inteiro bambo dentro dos dedos que ele segurava desligado. Teria que se distrair, baixar os olhos, prestar atenção no cachorro, porque os olhos da gente delatam demais e não era jeito. Ficaria ainda mais açucarada e maldosa quando ele lhe perguntasse do cara da semana passada, se perdendo devagar nos meneios dele, procurando. Depois de deixar o sentimento todo dentro do apartamento dele e o corpo dentro dos seus braços naquele abraço longo, igual, ela iria embora, sombra, deixada nos braços dele, não fui embora mas eu vou, você me pede, eu vou, mas fique sabendo que não é fácil andar assim toda ausente a semana inteira e deixar você me roubar tudo dessa maneira. Deixo, louca, alucinada, louca por você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-5103813240814970619?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/5103813240814970619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/05/ele-viria-sem-cerimonia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/5103813240814970619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/5103813240814970619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/05/ele-viria-sem-cerimonia.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-1102159331524704050</id><published>2011-05-01T09:49:00.000-07:00</published><updated>2011-05-01T09:52:07.446-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>- Vê, Roberto, ela tem outro, está estampado na cara dela!&lt;br /&gt;- E o que é que você pode fazer?&lt;br /&gt;- Nada não, que ela não me dá direito. Mas pra que é que tinha que ser doce assim, e pra que os olhos daquele tamanho, hein?&lt;br /&gt;- Pra devorar você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-1102159331524704050?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/1102159331524704050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/05/ve-roberto-ela-tem-outro-esta-estampado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/1102159331524704050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/1102159331524704050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/05/ve-roberto-ela-tem-outro-esta-estampado.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-6219018941433993679</id><published>2011-04-28T15:18:00.000-07:00</published><updated>2011-04-28T15:26:25.943-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu sei, a gente promete tanta coisa. Diz que dessa vez não vai fazer aquelas bobagens, não vai cometer os mesmos erros, aí, ó. Diz que não vai dar com a cara na parede e que é pra valer. Que vai ter calma, sobretudo muita calma pra ver como tudo fica. Mas a gente não faz. Mas eu acho bom, sabe, menino? Que meu coração volte pulsante. Se eu tiver que voltar, eu posso até sofrer um pouquinho, você sabe, eu me apego, me iludo, fantasio; e não faz mal, fico assim aliviada de descobrir que não morri ainda e as coisas não seguem pelo costume, porque Deus nos dá corda todos os dias pra repetir os dias. Não. Tem um algo aqui dentro que não morreu, e não vai morrer porque é isso, meu bem, é isso que salva e dana a gente e se não fosse assim, seríamos pra quê? É dessa matéria que se fazem os homens e os livros. Estamos todos predestinados; é questão de fugir ou deixar. Se eu pudesse te pedir uma coisa, pediria isso: que se deixasse ser. E que segurasse minha mão mais um pouco porque eu sinto sua falta de uma maneira meio órfã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-6219018941433993679?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/6219018941433993679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/04/eu-sei-gente-promete-tanta-coisa.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/6219018941433993679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/6219018941433993679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/04/eu-sei-gente-promete-tanta-coisa.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-5873477734006118534</id><published>2011-04-26T09:25:00.001-07:00</published><updated>2011-04-26T09:31:50.175-07:00</updated><title type='text'>As estrelas, a lua, todas elas explodiram.</title><content type='html'>Parece incrível que eu tenha demorado tanto tempo pra entender como é importante se doar. Criar pombos sem pensar em comê-los, plantar sem pensar em colher, amar o inútil, que no inútil também está Deus, dizia Conrado mas parecia cifrado. Precisei pular do penhasco e com essa cara sonsa, doida pra me estilhaçar, se precisar. Se doar é precioso, entende, menina? E é um ato de amor próprio também. Por mais que eles não entendam, se doar te liberta. É por isso que os escritores são ridículos, os atores são pedantes e os tecidos brilham demais, as mulheres previsíveis e claras e os homens às vezes mais puros. Mas ninguém se importa, porque não precisa mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-5873477734006118534?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/5873477734006118534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/04/parece-incrivel-que-eu-tenha-demorado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/5873477734006118534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/5873477734006118534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/04/parece-incrivel-que-eu-tenha-demorado.html' title='As estrelas, a lua, todas elas explodiram.'/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-1444815503637461582</id><published>2011-04-23T08:34:00.000-07:00</published><updated>2011-04-23T08:35:17.738-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O mundo deitado dentro do teu olho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-1444815503637461582?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/1444815503637461582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/04/o-mundo-deitado-dentro-do-teu-olho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/1444815503637461582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/1444815503637461582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/04/o-mundo-deitado-dentro-do-teu-olho.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-9138701842393987525</id><published>2011-04-21T22:28:00.000-07:00</published><updated>2011-04-21T22:47:32.226-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu sei que preciso esperar e que você não me dá caminho, não me dá escolha, mas eu ando rezando quando encontro com você, rezando enquanto calculo devagar sua boca, seus olhos de gato, mentindo descaradamente pra te ver. Não sei se você nota, conquanto eu ache muito óbvio meu coração reverberando nas paredes do teu quarto escuro enquanto eu rezo, Deus quer me fazer passar por provação, se você pudesse ficar assim abraçado comigo pro resto da vida eu ia ficar em paz e reluzente como agora, não me caibo e você se esquiva. Eu oculto, rio, remexo, finjo, incomodada, larga. Me leva pra você, esquece essa baboseira toda que você diz, agora eu entendo, entendo tudo, se pedisse eu morava no Japão, fritava pastel, guardava o diploma, se você quiser eu sou, eu sempre fui, eu te amo. Me leva com você, pelo amor de Deus. Me abraça, me leva pra casa, não me solta, eu gosto tanto de você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-9138701842393987525?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/9138701842393987525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/04/eu-sei-que-preciso-esperar-e-que-voce.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/9138701842393987525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/9138701842393987525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/04/eu-sei-que-preciso-esperar-e-que-voce.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-8949734293543975225</id><published>2011-04-16T21:33:00.000-07:00</published><updated>2011-04-16T22:30:27.998-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tá foda, em todos os sentidos. Me dá o cartão de crédito, me deixa ir pra outra Terra, pro Alasca, mudar de nome profissão signo. Me deixa ficar nova de novo e devolve aquela juventude toda. Estou com pressa e o trem não pára não pára não pára, rápido demais. Descompassado. Tudo fora do lugar, como na ditadura, a vassourinha pra varrer isso tudo. Começar na ilha, no Estado novo em folha, todo nosso, todo criado. Você acha que eu tô suscetível? Eu acho que tô cansada, entende. Dormir não vai bastar dessa vez, me dá sua mão. Eu sei, não precisa explicar, só pedi sua mão, porra. Me dá sua mão e diz que tá comigo e a gente não tá louco, são eles. Eu queria muito conhecer a China, aquele budismo todo, você devia ir comigo. Não, deixa aí, abre essa mala, não dá tempo, é preciso ir antes que não haja mais tempo, entende, R.? Antes que não haja mais tempo. Me dá sua mão por um minuto, vai. Eu deixo você me destruir que de você não tenho medo, mas peço que não faça isso, seria um desperdício enorme. Me leva com você, te dou o que você quiser, perdôo tudo, aceito, me abraça. Tão bonito teu rosto, menino, tão bonito você inteiro que eu queria cuidar lentamente, fechar esses cortes que você nem parece ter, tão fresco, tão manso, todo manso com esses olhos acesos, abertos, e essa voz que desce me enrolando inteira, num afago. Talvez se soubesse o quanto eu preciso de você, entenderia, sentiria; pena não, que não é coisa de amante. Amor. Desses que amassam a gente com os dedos, que arrancam nosso coração, que perfura os pulmões. Me leva, me leva com você. Eu sei que já estou me humilhando mas você precisa entender, me deixa ser sua que esse amor roubado fugido não me presta a não ser pra passar essa porra de cartão sem parar, como uma vadia desgovernada, fico com essa carinha fresca mas estou de corselet vermelho e shortinho preto de paetê por dentro, com o cabelo louro velho e sem cor, fumando três cigarros de uma vez só.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-8949734293543975225?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/8949734293543975225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/04/ta-foda-em-todos-os-sentidos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/8949734293543975225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/8949734293543975225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/04/ta-foda-em-todos-os-sentidos.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-2710500948006844626</id><published>2011-04-16T11:33:00.000-07:00</published><updated>2011-04-16T11:37:07.798-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>- Olha, não sei por que você quer ir embora, eu quero te dar a chance de destruir meu coração e nem todo mundo tem essa oportunidade na vida. - Você é apressada. - Eu sei. Mas isso não faz diferença, vou continuar querendo você. - Até semana que vem?! - Talvez até na quinta, se você sumir assim de novo. Iludir-se, além de essencial, é uma arte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-2710500948006844626?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/2710500948006844626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/04/olha-nao-sei-por-que-voce-quer-ir.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/2710500948006844626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/2710500948006844626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/04/olha-nao-sei-por-que-voce-quer-ir.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-7551179607920496</id><published>2011-04-03T13:29:00.000-07:00</published><updated>2011-04-03T13:40:51.855-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Por que é que você não me leva com você? Me leva, prometo que não te atrapalho muito, posso até pôr o blues bem baixinho, se preciso for. Você não precisa se comprometer comigo, menino, a gente pode ficar assim, hein?! Mas me leva com você. Prometo que vou ficar boazinha, nem vou ocupar espaço não, me deixa ficar do teu lado, me deixa te esperar sabendo que você volta. Me deixa cuidar de você, abrir as janelas, passar as camisas, fazer um doce, ouvir música do seu ladinho, me deixa te ver, deixa eu te ter, vai! Prometo o que você quiser, sou o que você quiser; eu preciso respirar: não consigo viver direito desse jeito...me leva contigo, não atrapalho, não implico, não vou sujar teu nome, não vou te amolar. Me deixa, vai.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-7551179607920496?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/7551179607920496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/04/por-que-e-que-voce-nao-me-leva-com-voce.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/7551179607920496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/7551179607920496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/04/por-que-e-que-voce-nao-me-leva-com-voce.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-7815365433221151587</id><published>2011-03-29T14:34:00.001-07:00</published><updated>2011-03-29T14:34:51.114-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>No fundo, o amor deve servir pra alguma coisa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-7815365433221151587?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/7815365433221151587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/03/no-fundo-o-amor-deve-servir-pra-alguma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/7815365433221151587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/7815365433221151587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/03/no-fundo-o-amor-deve-servir-pra-alguma.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-6245183235748823334</id><published>2011-03-23T19:11:00.001-07:00</published><updated>2011-03-23T19:36:25.786-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Senta aqui, pai, olha, eu sei que os meus cabelos estão mais claros e que você anda sentindo a minha falta porque já faz umas semanas que nós só nos falamos um pouco no telefone; e eu sinto sua falta, também; sei que estão quebrando o apartamento do lado e aí sim é que a mamãe não pára de reclamar porque não consegue dormir nem fazer mais nada, tentou até me ligar essa semana pra ajuizar uma ação qualquer pra conter esses mal educados. Também vi o último escândalo do Senado e ouvi falar no nome daquele cara que eu insisto em votar, aquele com cara de direitos humanos e oclinhos pequeno, mas não pude deixar de reparar na sua mão frouxa na xícara de café, esse café que você não larga de jeito nenhum, nem nessa gordurinha que vai acumulando e subindo as taxas de tudo e entristecendo a gente. Pergunto se você tem feito o pilates todos os dias, você diz que sim mas a mãe conta que você não vai e que tem dias em que as dores ficam piores, mas você continua perguntando de mim e abanando a cabeça e fazendo troça do que eu digo, perguntando se aqueles &lt;em&gt;meninos &lt;/em&gt;estão me enlouquecendo ou se eu controlo a situação como boa mandona de sempre. Sabe, pai, eu dizia mais e hoje não digo mas eles tem destruído os meus sonhos, rasgado as minhas crenças, e eles estudam, eu não entendo, pai, não entendo como pessoas tão instruídas podem ser tão mesquinhas, se equivocar dessa maneira, se deixar levar desse jeito e virar esse enorme showbis, não foi pra isso que eu vim aqui. Não foi isso que aqueles livros me ensinaram, me bateram, me arruinaram mas me fizeram chegar aqui, e não, eu não estou falando dos &lt;em&gt;meninos&lt;/em&gt;. Pai, eu tenho errado o caminho ainda porque às vezes me confundo, acho até que é comigo, esqueço o norte, mas você vai dizendo essas coisas bobas e esquemáticas mas de alguma forma eu acabo pegando aquele fio da meada e enxergando o todo de novo. Sempre foi assim. Eles tem estraçalhado as minhas crenças, pai. Eu tô na fogueira mas com fé ainda, entende? O que eu acredito é o que eu sou. Eu pertenço a isso. Queria te dizer, que eles têm rasgado os meus livros. Rabiscado as minhas paredes. Quebrado as minhas paredes, e limites e paredes é bom, sabe, pai, não dá pra ser esse oba-oba, esse carnaval. Quem disse essas coisas era um imbecil mesmo, que não se arrepende de nada, que não pode ter fronteiras, tudo bobagem, coisa de quem não se ocupa e deixa-se ao ofício do diabo. Queria olhar pra você assim e segurar essa sua mão boa e quente e dizer que não tem problema, que nada disso tem problema, porque valeu tudo a pena e eu estou aqui e você também e eu tenho fé ainda, meu pai, como você me ensinou, vou passar por tudo porque você vai desfiando tudo nesse cuidado seu e me investigando o coração e me conduzindo, e eu me lembro de tudo, de tudo, e sinto essas verdades boas enfiadas dentro da alma. Deixo que se espalhem e me levem de novo, reconheço o caminho, reconheço o percurso feito e a rota e tudo fica em paz, você não acha que o mundo está girando no eixo exato agora mesmo que você me dá esse olhar antigo e paterno e ouve e faz um carinho no meu cabelo dizendo que eu preciso de uma xícara de café?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-6245183235748823334?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/6245183235748823334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/03/senta-aqui-pai-olha-eu-sei-que-os-meus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/6245183235748823334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/6245183235748823334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/03/senta-aqui-pai-olha-eu-sei-que-os-meus.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-7755290821444231237</id><published>2011-03-19T18:49:00.000-07:00</published><updated>2011-03-20T16:42:34.215-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Disse que me encontraria no meu apartamento na quinta feira, chegou sem cerimônia e despiu o casaco, a bolsa pequena, os sapatos pretos lustrosos e altos; deixou a meia azul escura que prendia no alto da coxa, que mais tarde eu tiraria para ter as coxas muito brancas inteiramente nuas, eu te amo, dizia muitas vezes emendando com frases sem nexo entrecortadas, ela se limitava a não dizer nada, "não quero mentir pra você"e se deixava beijar, disse que me reservaria o hotel no sábado mas eu ainda não era disso, reservei eu mesmo com o dinheiro que não tinha, comprei presentes com o dinheiro que não teria depois, ela queria mais, mais, mais, queria tudo mas sem dizer, filha do dono de tudo, mulher do dono do resto, amante do amigo do marido. Uma cadela. De coxas brancas e aquele sorriso, aquele jeitinho inconfundível de andar e aquele sotaque saído de um lugar qualquer de sangue quente. Os olhos não deixavam saber que tinham saído do subúrbio e agora vestia roupas caras, fazia cursos de história da arte para se ocupar. Oferecia recepções, comprava cavalos, ganhava presente de amantes. Nunca quis casar comigo, por mais que eu soubesse que só comigo ela não era infeliz. Sumia de tempos em tempos e aparecia nova, inglesa, americana, italiana, o diabo a quatro, com um sotaque diferente e um marido novo. Enchia o rabo de dinheiro. Eu sempre a encontrava mais bonita, mas os olhos...os olhos ficavam mais obtusos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Travessuras da menina má" mexe com os brios da gente. Se o Ricardito não tivesse esse amor louco pela peruanita, o mundo estaria fora do lugar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-7755290821444231237?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/7755290821444231237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/03/disse-que-me-encontraria-no-meu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/7755290821444231237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/7755290821444231237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/03/disse-que-me-encontraria-no-meu.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-8183850911955672104</id><published>2011-02-26T13:23:00.000-08:00</published><updated>2011-02-26T13:27:32.604-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Queria bater à sua porta, é que eu gosto de você, entende? E ele ia se assustar um pouco e logo ficar comedido de novo, pensando no que dizer..."eu fico muito lisonjeado", ele diria, sem jeito. Esperando meu próximo despropósito. Eu ia sorrir, sorrir até o corpo inteiro ser o sorriso só, o sorriso só...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-8183850911955672104?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/8183850911955672104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/02/queria-bater-sua-porta-e-que-eu-gosto.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/8183850911955672104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/8183850911955672104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/02/queria-bater-sua-porta-e-que-eu-gosto.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-1053853161974034626</id><published>2011-02-24T20:56:00.000-08:00</published><updated>2011-02-26T06:18:03.657-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Mas deixara-se ao bel prazer, por isso o sorriso satisfeito e lânguido. Tinha deixado que o amor a devorasse crua, sem os talheres de prata. Sem a etiqueta, os cristais, os violinos...as frases previsíveis encadeadas...liberdade era aquilo, deixar-se a mercê; ele a enchovalhou, beijou-lhe a face, disse coisas bonitas, trouxe-a para junto de si, apalpou suas coxas. "Comeu meu nome, minha identidade, meu retrato". Destroçou-a. Bateu-lhe no rosto. Arregaçou as mangas e tratou ele mesmo da chibata e foi perdendo a conta. E ela agora, oferecida na mesa. A carne vermelha, sangrenta. Devorava-a sem cerimônia. Mas ela não tinha por quê fugir...natureza não se pode negar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-1053853161974034626?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/1053853161974034626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/02/mas-deixara-se-ao-bel-prazer-por-isso-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/1053853161974034626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/1053853161974034626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/02/mas-deixara-se-ao-bel-prazer-por-isso-o.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-4546786714524343188</id><published>2011-02-19T21:12:00.000-08:00</published><updated>2011-02-24T21:08:13.525-08:00</updated><title type='text'>Howl - Florence and the machine</title><content type='html'>Uns amores assim repetidos numa cadeia, muito natural as incógnitas se seguindo, os números se acavalando nelas, sem forma; não entendo a equação, não sei interpretar. Já me disseram tudo, ó, até o valor do &lt;em&gt;pi&lt;/em&gt; e eu não sei equacionar. Tanto livro, tanta teorema. E tudo que não cabia. Queria dizer à sua flor mais pálida e mais frágil que a amava até as lágrimas, assim, até o absurdo dos olhos verdes aguados dentro do miolo, confessar que se irritava muito muitas vezes com ela esmiuçando todos os fatos como um novelo, mas a amava desesperadamente, assim, uma tensão nas veias, do coração cordas pra tocar harpa pra ela. Queria subir num tom mto alto como da música e se jogar de lá de cima quantas vezes fosse necessário para perder um pouco desse exagero, desse descabimento todo. O amor vai nos matar, Ondina, é inevitável. Entrelaçamos os dedos, pra dar força. É destino. Se pudesse, diria a Deus: fique sabendo que eu amo demais para suportar.&lt;br /&gt;Amava um mundo inteiro de coisas que lhe doíam o coração. E era só isso, um pedaço do todo. Difícil demais essa separação intransponível entre o que somos e o que amamos. As veias rugiam pra fundir, mas a pele não deixava mais. Sofria. E que tinha um puta medo disso tudo que devorava e dessa definitividade que é traçar uma linha torta e tênue e ver o traço grosseiro e retalhado do destino ir se sobrepondo, irreparável. Mas ele diria, ensaiar tiraria o sabor. Eu seria obrigada a concordar, e a me curvar, me curvar e aceitar o peso louco das asas largas demais e do amor muito longo, minha cruz de madeira, meu perjúrio, meu sacrifício. Meu corpo. Meu couro prometido num contrato. Minha cabeça na bandeja. Minha sentença. E eu aceitava...me curvava lentamente e aceitava o peso, o medo e a beleza daquele desgoverno. Oferecia o pescoço; era também se libertar. E eu aceitava. E sorria, até. Premeditadamente livre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-4546786714524343188?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/4546786714524343188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/02/howl-florence-and-machine.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/4546786714524343188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/4546786714524343188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/02/howl-florence-and-machine.html' title='Howl - Florence and the machine'/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-3336809675622863812</id><published>2011-02-11T17:07:00.000-08:00</published><updated>2011-02-11T17:16:35.477-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A astrologia continua prometendo as mesmas coisas de sempre, e eu aqui, igual, réplica de ontem e de antiontem e da semana passada. Mas amanhã eu vou acordar cedo e ler o jornal e esquecer que inventaram essa caixinha cheia de imagens coloridas e gente sorridente. Ler o jornal e ver o dia ir clareando. Se pudesse, eu mudava desde agora, 23h e 11min. Talvez eu já possa mudar e cheirar o real, e querer o real, &lt;em&gt;make it happen&lt;/em&gt;, dizem as propagandas. Às vezes trazem umas verdades - vá lá: tomar o destino inteiro nas mãos de novo. Sou eu e isso tudo é meu e eu quero fazer novo, fresco, ventania. Terra nas mãos e tato. Gosto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-3336809675622863812?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/3336809675622863812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/02/astrologia-continua-prometendo-as.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/3336809675622863812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/3336809675622863812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/02/astrologia-continua-prometendo-as.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-7324515423499757724</id><published>2011-02-06T16:51:00.000-08:00</published><updated>2011-02-06T17:05:33.780-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Carol, eu queria te dizer que eu tô triste como um gambá e só quero ficar aqui ouvindo essas músicas tristes como o diabo, mas eu já tô chorando e não sei bem dizer...acho que em algum passado remoto as coisas tinham mais gosto e agora ficou batido e eu fiquei desinteressada, entende? Eu já amei tanta coisa...eu já amei com tanto desespero...e agora eu quero ganhar dinheiro e gastar em viagens, em shoppings, ia voltar naquela loja amanhã e parcelar tudo porque eu posso ficar assim fodida mas é preciso estar bem vestida, hum? E maquiada para a ocasião. A ocasião é que eu tô me sentindo sozinha e fodida e perdida e eu queria um abraço daqueles que só o homem da nossa vida pode dar, eu quero ir embora pra casa, estou cansada dessa ventania, dessa música alta, eu quero sentir o cheiro de casa de novo e ser abraçada inteira...quero amar direito, porra. Sem essas graças, essas firulas, esses poréns. O tempo vai passando e a gente vai simplificando mais tudo porque fica com medo, não é? Mas eu olho hoje e vejo um monte de grãozinhos de nada, mas não era isso que eu queria, não foi pra isso que eu vim aqui! Sabe, quando eu deito peço pra esquecer e que faça sol no dia seguinte...um sol bonito e passe ele bem embaixo da minha janela com uma voz de quem ficou aqui o tempo todo e falou comigo ontem à noite, veja, pouco tempo mas eu tinha esquecido! Como fora esquecer? Sim...e lembrar que estava esperando que viesse me buscar pra me levar pra casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-7324515423499757724?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/7324515423499757724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/02/carol-eu-queria-te-dizer-que-eu-to.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/7324515423499757724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/7324515423499757724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/02/carol-eu-queria-te-dizer-que-eu-to.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-6165763186086078890</id><published>2011-01-26T15:46:00.000-08:00</published><updated>2011-01-28T18:09:59.932-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E eu sinto sua falta de um maneira que não sei bem dizer, mas que me aflige. Me deixa viver, me deixa respirar sem dor, mas que incomoda.&lt;br /&gt;Que vai e volta...como se lembrasse de repente que a tinham esquecido no lugar errado, que Deus estava ocupado e esquecera de tirá-la daquela ilha branca e descolorida...o mar batia como sempre nas beiradas, subia a areia devagar, se espalhando, uma claridade sonsa se embrenhava na casa, no assoalho, nas cortinas. Mas ela continuava alheia, fora de contexto. Como se acordasse às vezes. Como se um passarinho atordoado viesse bater-lhe o rosto de tempos em tempos. Surpresa antiga. Um susto repetido, várias vezes repetido...que deixava as coisas mais e mais fora de contexto, e até os tecidos mais imateriais. O corpo mais imaterial. Tinha raiva dos religiosos que a tinham iludido...Deus não sabe muito bem o que faz, às vezes. Deixa o mundo correr solto enquanto vai à rua, enquanto lava a roupa, enquanto estende o jantar pro marido. Como uma mãe descuidada. É bom, reconheço que é bom que possamos correr por aí, fazer o que bem entendermos, mas nos deixa com a mala leve demais no meio da estrada, um caminho pra lá e outro pra cá, e mil entre eles. Sabe, às vezes sinto que é humano como nós e por isso ficou tudo assim. Às vezes se perde, se cansa, se esquece. E como tudo que é imperfeito, nos comove.&lt;br /&gt;Mas eu dizia...eu dizia que essa falta de você...me atormenta. E que eu acho que ficamos assim enquanto Deus se distraía, porque não pode ser certo, não pode estar nos planos dele. Se estivesse, eu não teria esse assobio ocasional no peito. Pássaro doente. Esquecida no meio do ar, no meio do nada...branco. Branco e sem paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-6165763186086078890?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/6165763186086078890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/01/e-eu-sinto-sua-falta-de-um-maneira-que.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/6165763186086078890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/6165763186086078890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/01/e-eu-sinto-sua-falta-de-um-maneira-que.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-8703890684844365091</id><published>2011-01-25T09:55:00.000-08:00</published><updated>2011-01-26T15:45:46.655-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>- Você não acha que ele está aqui por causa do nome, hein, Lô? Lenin saiu do país e hoje trabalha em cruzeiros na América do Sul. Quem diria.&lt;br /&gt;- Mas ele é de Honduras, querida. E estamos no séc XX.&lt;br /&gt;- Um nome desses sempre traz problemas, você não acha?&lt;br /&gt;- Deve ser. Será que ele não traz o cartão logo? Vou enlouquecer como a Matilde se não acabarem logo com isso.&lt;br /&gt;- Onde raios fica Honduras? Minha professora de geografia era míope e vivia ensinando a Itália na Grécia, uma loucura. Fiquei semi analfabeta em geografia...E eu cabulava aula com a Francesca, lembra dela? Aquela com focinho de porco. Dizem que ela foi pra Europa ano passado e voltou falando da sua árvore genealógica francesa, uma perua. Com menos cartão de crédito ela era mais boazinha...mas serviu para o nariz de porco, hein?&lt;br /&gt;- Meu Deus, como você é ruim.&lt;br /&gt;Mas estava desinteressada, longe. Tinha começado um tango barulhento, hora do show, e o casal dançava com beleza mas também com espalhafato, assim como ela. E pensou que aquilo, aquilo sim era paixão. Aquilo que ligava os olhos deles e fazia a Lorena rodar o dedo triste na taça barata e larga, martini. E perder o rebolado. Aquilo que descabelava as argentinas e coloria os pêlos dos chicos. Paixão, sim, podia destruir tudo, de uma vez só, derrubar tudo. Mas podia mudar também, e criar. Podia criar. Talvez por isso a Antônia tivesse medo desses vermelhos vivos e insistisse nos tons terra, toda ela muito natural, só a boca com o batom muito claro e barato, toda num tom só, só a boca, muito discreta, pra pronunciar aquele alemão ríspido que dizia pra si mesma quando se zangava. Nos vestia de amarelo pálido, verde sem forma. Depois da adolescência é que a Lô ficou espalhafatosa e apaixonada assim. Desaprovaria...sairia raivosa naquele passo pesado e sincopado mas fecharia a porta com perfeição. Os alemães. Mas ela gostava muito que estivesse tudo no lugar, a governanta, devia ter medo dessas coisas, paixão, vermelho, amarelo, tudo, e nos batia a vara na mão quando nos distraíamos da tarefa...e quando encontrava nossos cadernos cheios de coraçãozinho. Não pode pensar nisso, entendeu? Porque não, Antônia? Porquê? O pai disse pra chamá-la de Antônia, ela foi embora e eu não descobri como raios ela se chamava. Devia ser uma espécie de piada infame pra ele, alemã até o último fio e com um nome brasileiro assim...Filha de imigrantes. Solteirona. Tinha olhos de quem sofria como o diabo e de quem respeitava quem tinha dinheiro, mas não gostava, não gostava nada daquilo.&lt;br /&gt;- O nome dela nem era Antônia, hein, Lô? Mas ficou.&lt;br /&gt;- De quem?&lt;br /&gt;- Da governanta.&lt;br /&gt;- Sim, da governanta, eu querendo conversar sobre o Afonso, aquele desgraçado, e você pensando em governanta.&lt;br /&gt;- Não precisa ficar assim nervosa, ele vai voltar. Ele e aquelas camisas bem cortadas que você fica o dia inteiro alisando.&lt;br /&gt;- Não sei, não sei ... - disse ela batendo nervosamente a cinza do cigarro na beirada do cinzeiro. Ela, no entanto, vestia uns verdes profundos, azul...e gostava desses olhos dramáticos sempre mais dramáticos, e os gestos dramáticos. Parecia um animal, você não tem vergonha não? Vista-se, menina! Cubra esses joelhos! Uma apaixonada. Uma perdida, desesperada. O amor é mesmo uma desgraça, hum? Estraçalha. Soltou os cabelos dela. Soltou a cor dos seus olhos. Ela parece ter sido pega no pulo pela jaula. Petrificada. À mercê. Devo acrescentar que a vejo assim mas devo estar da mesma forma deplorável, ando barulhenta, larga, como se tivessem se juntado mais braços aos meus, e outro corpo, e uma segunda voz, e tudo o mesmo. Tudo eu ainda, feroz, grande, e terrivelmente separado. Queria que a moça do bar entendesse e cantasse assim suave, besame, besame mucho...mas ela ia insistir no barulho e nas luzes, não adianta. Como se fosse a última vez...Não seria? Talvez ele esquecesse de ir embora hoje. Talvez tivesse a delicadeza de encontrá-la por aí.&lt;br /&gt;- Eu mato ele, Manu.&lt;br /&gt;- Mata nada, ele ama você. Apesar de eu não saber como ele suporta essas suas manias.&lt;br /&gt;- Não sei o que é isso aí que você chama de amor...eu já achei tanto bilhetinho de vagabunda na carteira, tanto número engraçado nos bolsos da calça...&lt;br /&gt;- Cada um tem o amor que pode ter, Lô. Agora que seu amante te quer você já não o quer mais, e está apaixonada pelo seu marido...não é uma coisa que faça sentido, mas é possível.&lt;br /&gt;- Ah, Manu, e você, e você, hein?&lt;br /&gt;Eu? Logo eu? Se ele viesse, eu me esconderia embaixo da mesa. A Margarida sempre diz, essa língua afiada como uma cobra, sempre escondida. Esses olhos de bicho assustado e essa língua que deus lhe deu...Deus não dá asa a cobra mas também não sabe o que faz.&lt;br /&gt;- Não sei. Acredito mais na meteorologia do que no amor, sabe.&lt;br /&gt;- Não sei como você vive.&lt;br /&gt;- Não é tão difícil quanto parece.&lt;br /&gt;Tinha ainda o gosto dele na boca. Gostava também daquele cheiro dele nela, mulher dele. Mas logo passaria...e ele também ia sumir, sem vestígio. Como um delírio. O gosto dele na boca. Sorria. Sorria e brincava com a vodka, saboreando. Saboreava os olhos dele enfiados nela, os dedos dentro da pele...sorria, patética. Me leve embora daqui, Lô, antes que não haja mais esperança pra mim. Antes que eu fique perdida e vermelha e quente como a moça do tango, e eu não quero, não quero, vou me perder! Vou ficar assim como você, partida. Ele não vai comigo, Lô, tampouco vai me ligar. Vamos embora antes que eles cheguem no gran finale, pode ser fatal, fatal! E sem saber bem porquê, deixou os dólares na mesa e saiu, fugida, antes que ele viesse. Sobretudo, antes que ele não viesse.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-8703890684844365091?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/8703890684844365091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/01/voce-nao-acha-que-ele-esta-aqui-por.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/8703890684844365091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/8703890684844365091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2011/01/voce-nao-acha-que-ele-esta-aqui-por.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-671322829719424488</id><published>2010-12-07T16:36:00.000-08:00</published><updated>2010-12-07T17:03:06.892-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A letra dela povoava, espalhafatosa. Quando tinha ficado violenta assim, meu Pai? Quando? Quando foi que o &lt;em&gt;f &lt;/em&gt;ficou agigantado, enorme, partido? O rosto cansado, enfiado, caí aqui, Letícia, você tem um grampeador aí? Toda vinda de outro lugar, a Talita ficaria horrorizada se te visse assim, toda dessa cor insólita e fora daqui, mexa-se, anda, mexa-se! Nós vamos sair, dar um jeito nesse cabelo e pense em quem vai levar pra festa da Daiana, é semana que vem, e a fantasia? Ah, não sei, meu bem...e rir aquele riso frouxo, de graça. Hoje vai ter macarrão e vinho, tá?! Daqui a pouco no jantar. Ela sorriu de leve, não entende nada, o que é que vai ser dessa menina, hein, meu pai? Fechou a porta com cuidado mas de qualquer lugar da casa se ouve ela andando pra lá e pra cá recitando seus poemas técnicos, quando foi que ficou assim violenta? Os &lt;em&gt;p&lt;/em&gt;s se espalhando por todo o lado, agressivos. Acho que a gente tem ficado muito envolvida, mas é sempre assim, não é?! E pára de prestar atenção, a Lô com esse coração pesado, o corpo gritando, estou com medo estou com medo estou com medo! Será que você não quer um coração novo, hein, menina? Que é que vai fazer com tanto pregador e folha e esse silêncio dos infernos, hum? E os olhos no espelho, sempre perguntando...como é que eu vim parar aqui? O que foi que aconteceu que eu mal vi, como foi que ficou tudo assim?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-671322829719424488?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/671322829719424488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/12/letra-dela-povoava-espalhafatosa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/671322829719424488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/671322829719424488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/12/letra-dela-povoava-espalhafatosa.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-9079996346090233595</id><published>2010-11-24T03:21:00.001-08:00</published><updated>2011-06-27T20:59:48.003-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>- Diz pra ela que eu não tenho praonde ir, Diego. E abria um sol assim por dentro dos olhos dela, essa cidade é grande demais, menina, eles se perdem mas agora que encontrei você não me perco mais, meu ponto pacífico, meu pacífico azul. Você devia passar mais tempo comigo, me deixar te levar pra Paraty, pras ilhas, comprar um barco pra pôr seu nome, me deixa te levar pra mim. - Você não se cansa dessa vida sem amor, Larissa? - Não. - ela respondeu sem dó, como uma chicotada, sorriu e empilhou os processos com cuidado. A Talita acreditava demais no amor, chegava a irritar...tinha vontade sacudi-la e lhe dar uns tabefes com a verdade, mas ela era evangélica, evangélica e com 20 anos mas tola, tola até onde Deus permitiu que ela fosse. Os 20 anos devem tê-la feito rodar em círculos, uma clareira qualquer na floresta ao estilo branca de neve com os passarinhos. Enquanto isso, ela tinha tomado tanto caminho que se partia, e esse desamor que mata a gente, Pai. Mas amor mata também, já não tivera sua cota, hum? Eu quero paz. Paz e mais daqueles caras da semana passada, menos curso, mais liberdade. Eu quero mais. Quero ir até o fim. Se pelo menos ele ligasse...então, então talvez ele dissesse, agora que encontrei você não me perco mais, meu ponto pacífico, meu pacífico sul. Mas ah, no séc XXI não tinha roda de samba e os homens não pedem em casamento, quem come o pão que o diabo amassou são as moças, os vestidos cada vez mais curtos, as manobras cada vez mais ousadas, e cada vez mais tristes. Só a borboletinha aí encontrou o amor da sua vida na igreja e eu tenho que aguentar estas perguntas nada cristãs, suas observações inocentes e fervorosas, ela quer me queimar na fogueira. Se for pra falar de amor, pode me chamar de herege que eu não ligo. Pode me queimar. Ela diz que gosta da música do rádio e que sente saudade do namorado (mas ele não veio na segunda?). Eu sorrio, embaçada, ajeito a gravata e reviro as capas alaranjadas, pensando que desde que o mundo é mundo o amor só nos trouxe casamentos insensatos e dor. Os nobres, os nobres estiveram certos todo o tempo, sentados dentro do seu ócio, olhando o amor roer o mundo e levar as suas filhas pro fundo do poço. Mas ela não, a Talita não iria porque o amor dela precisa ser segundo as leis de Deus e a benção de seus pais. E amor, amor pra ela se resume aos coraçõezinhos nas bordas dos cadernos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-9079996346090233595?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/9079996346090233595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/11/diz-pra-ela-que-eu-nao-tenho-praonde-ir.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/9079996346090233595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/9079996346090233595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/11/diz-pra-ela-que-eu-nao-tenho-praonde-ir.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-6656796903438773204</id><published>2010-10-16T08:45:00.000-07:00</published><updated>2010-10-16T12:18:27.685-07:00</updated><title type='text'>Quintas, s/n, n° 124.</title><content type='html'>Chegou em casa com o dia já claro, mas sem os olhos. Dois buracos tristes no meio do rosto. Não consigo, não consigo! Quis gritar, mas era muito cedo e nesses tempos de estado democrático de direito todo mundo tem muitos direitos, não é verdade? Prendeu o grito e os olhos fundos, tristes. Nem isso pode demais, sofrer anda proibido por esses condomínios de luxo, só em casa, na privacidade! E não vá constranger os outros, menina! Queria se esconder na barra de alguém, fugir. Por que não inventavam uma solução nova? Por que ia ser assim? E os olhos tristes, tristes, afundados. Você vem sempre aqui? Não, quis responder, só quando estou com o coração irremediavelmente fodido, não pretendo voltar, sempre rezo pra não voltar mas volto, parece da natureza da gente, né? “Está aí um que não fará grande carreira no mundo...as emoções o dominam!” É, Dom Casmurro, vamos juntos, vamos todos juntos para o fundo do poço, se é o que Deus quer. Se é pra isso que inventaram essa porra toda. Mas estão todos dizendo, veja os olhos dela! Mas eles não deveriam saber, ninguém deveria saber. E eles faziam barulho, hum? Muito barulho e muitas mãos, muitas pernas, e ela no meio ria, ria e virava os copos que lhe davam, virava todos porque tinham todos o mesmo gosto que as pernas, as línguas, tudo tão sujo, meu pai. E foi difícil ter que te levar àquele lugar! Pra onde agora, pra onde? Queria ir embora, eu quero dar o fora! Mas o corpo ainda ali, doído, o coração ainda faltando, pra onde agora? Até o carro parecia correr meio afobado, buscando o meio fio, pra onde agora, onde? As mãos serpenteavam seguras e decisivas entre a marcha e o volante, e tudo pesava e ela queria correr, correr e não parar de correr nunca mais, o acelerador que não ia mais mas ela puxava, puxava, eu quero dar o fora! E a garganta sofrida, acabou chegando em casa, o que agora? Os nervos irrequietos, não, respirar, é assim mesmo, melhor hoje que depois, mas como, hum? Como, meu pai? No som descia um samba vibrante, batido, dentro de tudo muito cinza, tudo muito tenebroso à essa hora, nenhuma alma viva na rua e cinza e áspero, como era violento e sarcástico o samba descendo a avenida! Pra onde agora? Não devia ter dito nada daquela porra toda, diziam umas firulas e pronto, não tinha sido assim antes, hein? Por que é que tinha que alongar aquela enorme língua naquelas coisas de que nem tinha muita certeza? O que era a verdade, afinal? Eu quero a verdade, meu Pai, me deixa ver a verdade. Tira meu coração desse buraco. Me explica, me explica como é que eu vou fazer, não é muito cruel da sua parte? Ou a mazela é toda nossa? Você não tem responsabilidade não, hum? Chame um advogado, mas daqueles filhos do demônio mesmo, que nós vamos ver se a responsabilidade não é sua, seu depravado! Vamos resolver tudo como se resolve aqui embaixo e eu quero um juiz corrupto que eu possa comprar por muito, muito caro, que seja um bom dum prostituto moral, veja só o que você deixou, hein? O que deixou que nós nos tornássemos. Nós éramos bons...eu e ele ainda somos bons, apesar de tudo, não é? Mas nem disso eu sei mais. Eu não, sempre fui uma vadia enrustida. Aceito tudo, vou levando, digo que sim, sim, está tudo na mais perfeita ordem, doutor. É disso que eles gostam, não é? Ele me pergunta que é que eu faço aqui sozinha...Moço, você vê esse vermelho aguado no fundo do copo? É meu coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-6656796903438773204?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/6656796903438773204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/10/chegou-em-casa-com-o-dia-ja-claro-mas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/6656796903438773204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/6656796903438773204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/10/chegou-em-casa-com-o-dia-ja-claro-mas.html' title='Quintas, s/n, n° 124.'/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-2927024143900678523</id><published>2010-09-28T09:47:00.000-07:00</published><updated>2010-09-28T18:06:59.342-07:00</updated><title type='text'>I feel old, but not very wise.</title><content type='html'>- Os homens são todos iguais, Letícia.&lt;br /&gt;- Todas dizem isso, mas até você?!&lt;br /&gt;Ela riu abafado, rodou a cereja no fundo do copo - Não! Olha, olha bem...é só uma questão de tempo, até você descobrir a única verdade irrefutável: os homens, esses porcos chauvinistas, são todos iguais, iguaizinhos, viu?&lt;br /&gt;- Ah, cala a boca.&lt;br /&gt;- Juro! Pode perguntar pra melhor mulher do mundo, ela não vai negar...&lt;br /&gt;- Sai da sacada, anda!&lt;br /&gt;- Porcos! Todos porcos! Ela gritou da sacada e riu, riu tanto que escorregou e caiu sentada no chão, um dos vasinhos de flor saiu voando, nove andares de peso e queda livre. Meu Deus, Lê, posso ter &lt;em&gt;matado alguém&lt;/em&gt;, entende? Você vai me ver na cadeia? Vai me arrumar um advogado?&lt;br /&gt;Ela correu pra olhar, uma mancha amarela e preta se estendia na calçada. A essa hora, não tinha mais ninguém. Ficaram tão opacas as florzinhas na luz artificial do poste...Uma vassoura bateu no piso, vinda de baixo, o Sr. Alfredo de novo.&lt;br /&gt;- ...Liga pro Otávio Onofre, eu até gosto dele, ele é o menos chau-vi-nis-ta, tão bobinho com aqueles terninhos bem cortados, e ainda é advogado... Que que é chauvinista mesmo?&lt;br /&gt;- Não importa, agora sossega, tenta não destruir a casa. Vou fazer café.&lt;br /&gt;- Ah, Lê, desculpa pela sua florzinha.&lt;br /&gt;- Não tem problema não, querida.&lt;br /&gt;Um som muito estridente veio do fundo de algum lugar, muito longe, repetitivo, porque não pára? - É o seu.&lt;br /&gt;- É a Amanda, não é? Diz pra ela pra parar de encher o saco, se perguntar onde eu tô diz que eu fui pra Amsterdã buscar um porco chauvinista pra ela, aí ela vai ter do que reclamar! E a chave, a chave diz que eu dei pros outros, enfiei no rabo, qualquer coisa.&lt;br /&gt;- Toma o café. Nossa, você vai ficar péssima amanhã.&lt;br /&gt;- Qual a diferença pros outros dias? Não quero, fiquei muito sincera neste encontro comigo mesma. Você não pode evitar.&lt;br /&gt;- Você fica tão filosófica quando bebe, ih. Uma coisa, devia escrever um livro!&lt;br /&gt;- Concordo! É só você não contar nada pra mãe...ela ficaria em estado de choque, só muita reza pra salvá-la deste castigo, destes filhos ingratos, bebendo como essa gente sem família! - e riu como se fosse um riso, forçado. - Você não, porque você saiu boa, mana.&lt;br /&gt;- Você podia nos ouvir só um pouco, pra variar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resmungou um pouco, incomodada. Ah, Lê, eu sei, mas que é que se faz? Você, você está bem assim? Alguém está? A mãe perguntava sem parar, porque você bebe assim, hein? Não te demos uma boa educação, não te levamos à igreja, não te ensinamos moral? Ah, mãezinha, ensinar ensinaram, mas isso tudo é cenário e se você olhar bem...foi porque as florzinhas foram ficando gastas nos cantos, porque o sol na estradinha amarela ficou opaco, e está aí, a parede cinza, muito cinza. A verdade dos livros é a mesma das propagandas de perfume e das revistas de decoração, e o que me disseram que era uma democracia talvez nem seja, e o que me prometeram se juntou às outras promessas, e o que parece não é, definitivamente não é, mãe, daqui só a cereja é de verdade. Eu, a Letícia, até o gato estamos todos vestidos demais, mentindo demais. Só a cereja, mergulhada no alcool, descendo pela garganta, a verdade. A verdade é que estamos todos fodidos demais pra confessar, a gente se engana, põe uns gessos bonitos no canto, diz umas coisas bonitas que repetidas acabam parecendo a verdade, essa coisa insólita e amarga, esse alcool matando meu fígado.&lt;br /&gt;- Alguém precisa arrumar esse vaso amarelo, um horror ficar quebrado desse jeito, nem isso o Onofre faz?&lt;br /&gt;- Sabe, querida, não fazia mal se dedicar à alguma coisa de que realmente goste, de vez em quando...porque essa faculdade, porque esse emprego?&lt;br /&gt;- Não sei, Letícia. Vai começar com esse papinho agora? Vou te chamar de Maria Aparecida, sra. minha mãe.&lt;br /&gt;Ela levantou, juntou o papel molhado da violeta pra jogar fora, foi falando pelo caminho, faz isso quando fica irritada.&lt;br /&gt;- Desculpe, é só que você não parece muito feliz.&lt;br /&gt;Ah, tão boa ela, quase a mãe sentada com seu aventalzinho amarelinho, os cabelos alinhados, perguntando pacientemente e piscando os olhinhos, ouvindo com atenção. Você, você vai ser feliz, Letícia, tá inscrito na tua pele. Eu é que não estou feliz mesmo, até um gafanhoto poderia ver isso, eu sei, eu também sei, mas porque, hein? Calhou, calhou acreditar que tenho algum talento e cultivar uns sonhos bobos, sou artista, meu bem, artista! Não sou ordinária como você, com sua contabilidade sem gosto. Mas no fim, não tem tudo o mesmo gosto de cansaço-dinheiro-cansaço? E esse cheiro de tinta e essa repetição de todas as pinturas que já houveram, e os estudiosos exclamando que original, que original! E falando como cartomantes de bolsas pra Europa, prêmios, cifras...Pra que se essa porra não é nem uma democracia, Letícia, eu quero morrer. Se aqueles viados dos franceses são todos xenófobos. Na tevê o PSTU fala numa revolução socialista, pra quê também se nem isso serve. E uns gurus com uma expressão de gravidade dão entrevistas longuíssimas dizendo sobre suas pesquisas, e os maias, o fim do mundo, 2012. E o povo cansado, tão cansado dessas mentiras que vem e vão, são as mesmas vestidas com outras cores, as coisas todas iguais vestidas de linhas originais e necessidades, necessidades que não acabam. E uma solidão que destrói o coração da gente, Letícia, mas até você vai embora, um dia vai cansar de tudo, bater a porta na minha cara e dizer meia dúzia de abobrinhas inspiradas num livrinho pop de um jornalistazinho falido qualquer, que nos fará chorar copiosamente, sem entender. Sem nunca poder entender, nem nos conformar. Vai cansar e poderemos então mentir para sempre! Geração maravilhosa, a gente finge bem, porque a prática leva à perfeição, não é? Os japoneses. Vou vestir esta expressão levemente ofendida que você já conhece e fingir que me conformo, que aceito, que entendo, e que a vida é maravilhosa e meu emprego me realiza. Talvez você fique feliz e talvez até eu fique, hum? Não seria ótimo? Ah! Mas se você soubesse, Letícia, que debaixo de tudo tem um coração traído, traído pelas verdades que não me contaram e por essas maldades que me lembram sempre, os homens, os artistas, as faculdades, e esses idiotas que aparecem na televisão, cantando, querendo os sessenta mil mais abonos salariais, circulando pelos carpetes verdes e caros, em escritórios sérios e muquifos de todo tipo. Eu queria minha ignorância plena e minha inocência de volta, não é o mais caro de tudo, hein, Lê?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-2927024143900678523?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/2927024143900678523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/09/i-feel-old-but-not-very-wise.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/2927024143900678523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/2927024143900678523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/09/i-feel-old-but-not-very-wise.html' title='I feel old, but not very wise.'/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-1756312055123022491</id><published>2010-08-13T20:58:00.000-07:00</published><updated>2010-08-14T07:46:17.879-07:00</updated><title type='text'>I ain´t go stop until I see police lights</title><content type='html'>Corra, corra, menina. A estrada é comprida e boa e você corre bem, não corre? Corra. Não há motivo pra não fazê-lo. Antes que fique tarde, antes que não possa...vai embora. Os homens fizeram a estrada pra ir embora, e os poetas fracassados, as mulheres devastadas, estão todos com você e cantam alto e a estrada vai, vai, a batida no coração e a dor escorrendo e os pneus cantando. Não tem problema, corre. Quem disse que o amor não existe sabia sair daqui e eu não sei como, corre. As mãos podiam errar a certeza, não podiam? Mas não vão, e você pode correr mais rápido, se quiser, se apertar e você estiver assustada. Menina, já que não pode ficar, corra.&lt;br /&gt;Eles ouvem você e me acusam mas se você prestar atenção, não é bem assim, sabe? Nem eu sou tão egoísta nem você tão bom, então pare de se curar de mim. Tá doendo. E eu não sei o que fazer, o que devia fazer? Desço rolando as escadas, meu pai, me leva, me salva, me salva! Talvez se você deixar o coração numa dessas esquinas, menina, tantas mulheres já fizeram isso, talvez você deixe no fundo do copo e não volte, talvez você deixe na lixeira antes de entrar na boate, antes de ir parar num apartamentinho sujo. E os olhos vão mudar a cor, só maliciosos. Mas se você correr agora, correr sem olhar pra trás, ainda deve haver tempo, meu bem. E pare de rezar para Deus e comece a cultuar o Diabo, ele entende, entende. Deus é um filho da puta, um tirano, um palhaço. Ele dá e tira, só o diabo é ético, e se os cristãos me ouvissem me queimariam mas estão com os olhos vendados e andando pro buraco cantando melodias infantis, não sabem contra o que lutar, não sabem o que estão seguindo. Deus tem pena mas de mim não porque a gente anda meio brigado, entende? Ele não gosta do que eu digo e eu não gosto do que ele faz. Me mandou sair da casa dele, mas não deixou barato. Ele queria mais, muito mais. Queria me provar muitas coisas e me dar esse gosto amargo, mas eu não quero mais lutar, estou com medo, me salva, meu Pai, os homens não podem entender os seus desígnios mas é compreensível que tenham raiva, hum? Ou você queria ovelhinhas, mortas a mando de Deus e gritando Glória ao Senhor, a melhor fé é mais coerente que essa, então eu peço que me perdoe, me perdoe por correr, por maldizê-lo, mas é tudo amor e medo, é tudo um amor fundo e desesperado e amante, Pai, desposa meu coração, leva-o consigo, me salva, meu Pai, me leve daqui, e vigie minhas mãos arrogantes e meu coração fodido, eu quero paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-1756312055123022491?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/1756312055123022491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/08/corra-corra-menina.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/1756312055123022491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/1756312055123022491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/08/corra-corra-menina.html' title='I ain´t go stop until I see police lights'/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-5513320320103375270</id><published>2010-07-27T18:58:00.000-07:00</published><updated>2010-07-27T19:14:26.055-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>- Luiza, abre a mão.&lt;br /&gt;- Não quero. É meu.&lt;br /&gt;- Mas assim você vai matá-lo! Quer que morra, é?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Solta, Luiza.&lt;br /&gt;- Não posso, mamãe...por favor.&lt;br /&gt;- Vai se sentir culpada e Deus vê tudo, já lhe disse isso, vai achar você cruel e ninguém gosta de gente assim. Nem Deus. Nem ele, coitadinho, que não tem nada com isso, pra quê machucá-lo?&lt;br /&gt;E como já batia um pouco desesperado na sua mão, a vontade doendo nas veias, a posse rugindo e dizendo não e mantendo as mãos fechadas, impiedosas. Fazer sem pensar, fica mais fácil. Abriu os dedinhos e afastou as mãos. Foi embora. Com um suspiro profundo, ela desabou na grama sentada, com uma dorzinha de saudade e outras mais, ferozes, altas. Os olhos encheram d´água mas resistiu, apesar da raiva. Um amor cruel, desses que pedem pra si. Cheirou as mãos, depois passou-as no vestido pra se livrar dos vestígios, mas criança esquece rápido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-5513320320103375270?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/5513320320103375270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/07/luiza-abre-mao.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/5513320320103375270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/5513320320103375270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/07/luiza-abre-mao.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-3188099513720509470</id><published>2010-07-07T04:32:00.000-07:00</published><updated>2010-07-21T19:16:03.787-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Queria te dizer, escrever uma carta grande com tinta azul pra você. Cheia de coisas que não posso dizer e não sei explicar. Mas e depois? O que viria depois? Não sei, por isso não escrevo. Estou naquele ponto definitivo em que tudo o que se diz é delação, e não posso. Não pergunte porque, hum? É tudo complicado e grande e me devora e fica me mascando, olha, comprei livros novos e gritantes mas continua me apertando, me mascando, uma cobra que ficou enrolada e de vez em quando me aperta mais um pouco pra lembrar que está ali. Já me afeiçoei a ela e ela me aperta e eu aceito, cheguei até aqui, haveria mesmo de ser assim. Não escreveria na sua carta que será necessário deixar passar do ponto, pra que você possa ir embora. É uma consciência branca, só isso posso fazer, esperar o vermelho ficar escuro e enjoativo, esperar você ir embora e dizer, sim claro, um beijo, a gente se vê. E deixar o coração gritar alto mas tudo na surdina, bom dia, como tem passado? Apesar de querer socar esse seu sorrisinho leve, socar não, chorar e pedir socorro e pedir pra você, não, não! Mas eu não vou pedir nada. Vou sorrir e continuar andando na rua insuspeitável e avessa, mesmo que tudo pese como uma âncora e eu tenha tanta coisa pra te falar, já não vai adiantar e aí estará tudo resolvido e eu amarrada de novo, a essa altura a cobra já será de criação, amarela brilhante se enrolando no meu peito oprimido e conformado. Era preciso dizer ainda tudo isso que eu não disse, que você era meu coração e talvez fosse só por isso eu ainda não era inteiramente ruim, mas a gente paga um preço por tudo, não é? E eu sei que vai doer, que eu vou enlouquecer e não tem como evitar, não tenho medo, você pode ir embora, mudar a rota devagar, esquecer de passar aqui em casa às quintas-feiras, esquecer de andar comigo contigo o tempo todo, numa conversa silenciosa, cheia de intervenções. Pode esquecer tudo e deixar passar a sua febre, esquecer, esquecer; pode vir aqui, gritar, pode fazer todos os últimos dolorosos movimentos, deitar os olhos em mim, me abraçar e me queimar com eles, naquele parenteses insuportável entre o seu corpo e o meu. E aí quando eu não te vir mais, esse silêncio vai se entranhar nos meus pêlos e enfiar as unhas em mim, eu vou querer fugir e te amaldiçoar e te trazer de volta pelo amor de deus. E Deus fica cruel e bom e íntimo nesse momento, num sono torpe, doído. Eu vou refazer todos os passos do que me levou até você, vou encontrar mil falhas, indícios, erros, vou dizer que a culpa é minha, é sua, é de Deus. Sobretudo vou culpar todo mundo porque você continuará sendo bom, sabe, menino, eu sei que você não vai brigar comigo, nem me amaldiçoar, me difamar, você vai sofrer também e isso agora dói mais que tudo. Vou xingar Deus por ter me deixado atravessar a porta, a mãe por ter me posto no avião pra cá, a Letícia por ter me desencaminhado, atrasado meu curso, tudo que não me deteu e me deixou chegar aqui, as festas intermináveis na casa de todo mundo, e você, você e seus olhos lúcidos e bons e dominadores. Não faz frio, menino, alguma coisa passou por aqui e levou a meu corpo, meu coração, não vejo nada, não sinto nada, e por mais que o mundo seja violento fiquei boba, e por mais que tudo fique sem cor fiquei sofrida, dia com sol, nublado, gente, tudo me deixa assim nessa dor lenta de nao ter você e precisar tanto, e te amar tanto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-3188099513720509470?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/3188099513720509470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/07/queria-te-dizer-escrever-uma-carta.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/3188099513720509470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/3188099513720509470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/07/queria-te-dizer-escrever-uma-carta.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-8066135033658349574</id><published>2010-07-02T04:45:00.000-07:00</published><updated>2010-07-02T05:28:43.275-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>- Que é que você tem?&lt;br /&gt;Estou doente de desafeto, Marina, doente! Há dias que estou enfurnada nesse apartamento, eu e Beethoven e o passarinho que não liga pra mim, vou te contar, Beethoven é o melhor deles, mas muito doloroso. Era um fodido também, assim, que nem eu. Talvez até pior, não sei, porque não fico prestando atenção na vida desses caras, prefiro pensar que são um pouco os semideuses e escreviam as partituras na mesma febre em que Caio escreve, tudo sincopado, perfeito, perfeito desde o início. E aí invento as sujeiras mundanas deles, apesar de não conseguir pensar em nenhuma safadeza com a Elise, por exemplo, que música mais bonita, não é? Tenho tanta pressa, Marina, gostaria de te explicar, tanto, mas você fica com essa carinha de sonsa e dizendo do horror que deu no jornal hoje, você não viu? Não vi, não quero saber, deixo os jornais sempre por fora porque não quero acreditar que somos assim ruins, vovó contava uma história tão bonita do amor com que Deus foi fazer, à imagem e semelhança, porque haveríamos de ser uns filhos da puta? Não, não quero olhar porque nunca falam das pessoas cristãs desse mundo, praticantes, de suas experiências de fé! Olha, andei assistindo muito canal cristão também, confesso, me arrependo, Deus deve me odiar mesmo, talvez por isso...! É que eu acho engraçado o jeito que eles falam, sabe? Como se fossemos os leprosos, e eles os sábios ensinando as criancinhas. Eles se &lt;em&gt;alegrando&lt;/em&gt; a cada convidado que chamam, e falam de &lt;em&gt;experiências de fé&lt;/em&gt; e vendem livrinhos pra te fazer chegar a Jesus, não é hilário, Marina? Fico pensando onde é que o mundo vai parar com pessoas assim como eu, você e a iluminada sem decote e saias compridas na tevê.&lt;br /&gt;- Hein, o que tem feito, menina?&lt;br /&gt;- Não sei, Marina, comprei uns livros e fiquei aqui quase o feriado todo, fui na casa do Daniel porque teve festinha lá, mas foi só.&lt;br /&gt;- Hum, o Daniel de novo.&lt;br /&gt;- Pare com isso, você parece uma criança. Não põe tanto tempero assim não porque vai ficar ruim, você não conhece os meus temperos. E além do mais, ele tem aquela namoradinha.&lt;br /&gt;- Só você se importa com isso. Não sei em que mundo você vive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei o seu, Marina. Fica me sondando só pra ver se meu rosto muda, fala e fica olhando, procurando, já disse que eu sou boa em esconder as coisas, não adianta. Mas depois fico falante como um papagaio, nem ouço mais o que digo e digo bobagens, bobagens encarrilhadas que vão descendo a ladeira, uh! Não acaba nunca mais. Até ela esquecer, mas ela sabe. Marina, antigamente as pessoas morriam de desafeto também, não é? Não naqueles livros que você lê, em que os casais ficam dizendo eu te amo toda hora e aproveitando o dia ensolarado pra fazer um piquenique cristão; estou falando sério, eu era boa nisso mas agora fiquei ruim, fiquei fraca, me salva, Marina! E ninguém pode me salvar porque fui eu que cavei, fui rodando e rodando e cavando a terra e negando até chegar aqui, agora sim. Fiquei sozinha e me achando uma boba, tão bobas as discussões que não vão nem ficam, só ficam assim, bolha de sabão, as palavras atravessadas. Convicta ainda porque vou até o final. Era o certo, o melhor, então pronto, está feito. Se perguntarem do que foi, Marina, não foram nem os cigarros, nem o emprego capitalista e sanguinário que me angustia, foi desafeto. Mas eu juro que vou na redação segunda feira, juro que vou escrever as mesmas coisas de sempre e não vou me matar, nem fazer pregação pras pessoas, vou ficar quieta e boba como sempre. Mas o olho cinza, cinza até a cegueira. E mesmo quando a gente acha que não sente mais nada, nem se o próprio diabo descer com o fogo e pedras e provações, não sou igual a você, Marina, fingindo que tudo te ofende porque assim fica mais fácil e as ofensas menos agressivas, sensível a Marina, fiquei boba como você, se for no cinema assistir aqueles filmes absurdos vou chorar pelo cachorro, pelo papagaio, pelo vilão que se deu mal, por tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Depois do almoço a gente podia ir no café ali embaixo.&lt;br /&gt;- É? Pode ser.&lt;br /&gt;- ...comer aquela torta de chocolate com morango.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-8066135033658349574?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/8066135033658349574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/07/que-e-que-voce-tem-estou-doente-de.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/8066135033658349574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/8066135033658349574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/07/que-e-que-voce-tem-estou-doente-de.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-7043557164482270281</id><published>2010-06-21T09:07:00.000-07:00</published><updated>2010-06-21T09:48:39.019-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>- Ele jurou a ela que não tinha nada com a tal mulher, não. Apesar dela ligar todo dia pra dizer aqueles absurdos, sabia que o casamento era uma tristeza, sabia do limite do cartão de crédito, sabia do filho tímido e com déficit de atenção, sabia de tudo...e ela foi acreditar ele! Então eles foram, a mulher encostou-a na parede assim e gritou como uma louca, um horror, e qdo ela disse que o casamento não era tão ruim assim a outra encheu a mão e deu-lhe dois tapas na cara, ele não se moveu, imagine!...Disse que tinha um filho dele, coisa que ela não podia dar, e mesmo furiosa deu aquele sorriso satisfeito e cruel.&lt;br /&gt;- Mas e ela, fez o que? - perguntou brincando com o frango grelhado no prato. Essas comidas de modelo são uma infelicidade, tudo com gosto de papel, passado a seco na grelha porque não pode pôr óleo, óleo mata, Jandira! Me mata é viver essa vida sem gosto, até na comida agora?!&lt;br /&gt;- ...e foram embora.&lt;br /&gt;- Hein? Ela não fez nada, é? - mas ela era tão boazona com sua classe toda, pedigree em todas as patas que lavavam os pratos caros com delicadeza, minha mãe volta da Itália essa semana, dizia com aquela naturalidade calculada. Cadela.&lt;br /&gt;- Não, menina, mas você não está ouvindo? Ela ficou chocada demais, nunca vi a Clotilde assim, se livrou da mulher, enfiou o marido no carro e pediu pra ele ir lendo aquela parte das cartas no jornal pra que ela não jogasse o carro no rio com os dois dentro ou voltasse pra passar o carro em cima da vagabunda.&lt;br /&gt;- Ah.&lt;br /&gt;- Ih, como você tá chata hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só você tem esperança que eu não seja chata sempre, pensei, dando um sorrisinho sem graça pra ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas é ótimo que seja feriado, você não acha? Caiu muito bem, hein? Nós podíamos ir no sítio daquele amigo meu de Belo Horizonte, ele disse que vinha pra cá e que iam fazer qualquer coisa hoje...e tem o primo dele, você lembra dele, não lembra?&lt;br /&gt;- Lembro. - mas gosto mais, muito mais desse chocolate velho que encontrei no armário, pensou maldosa.&lt;br /&gt;- Que foi?&lt;br /&gt;- Nada. Seria bom mesmo encontrá-los hoje, disse mordendo o chocolate com malícia. Mas que é que tem? Era melhor que ficar em casa, não era? Não era?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou fazer um café, não tem graça esse chocolate sem café.&lt;br /&gt;- Isso porque você não pode com cafeína.&lt;br /&gt;- Só hoje, meu bem. Até porque você é uma negação pra dieta, você me desestimula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes fosse há anos atrás, que eu a estimulava a provar os homens novos, as mulheres novas, como foi que a gente ficou assim boba, hein, Maninha? Cadê a sede, a crença que a gente tinha? Ó, pai, daqui a pouco tem as doenças, doenças e taxas, no final fica todo mundo médico de tanta dor.&lt;br /&gt;Mas agora, agora que sabia que o amor era só essa ilusão boba que a gente tem, sofria menos. Bem menos. Pelo Paulo, que deixara atravessar a porta tantas vezes. Por não ter querido se casar, casar é pra gente carente, dizia enquanto acendia um cigarro e virava os comprimidos coloridos. Tantos, que parecia que brotavam, e cada dia ela tomava mais, 3 do pra dormir, 2 calmantes, 4 da pressão...e no final se misturavam todos e ela já não sabia mais quantos eram, virava tudo no café frio e sem açúcar. Não queria casar, não ia a casamentos, visitava a mãe muito raramente porque lá tudo era tão limpo, tão branco, ficava fora do lugar; e depois tinha ficado assim mole, ó, as grinaldas brancas! Mamãe, será que fiz tudo errado, mamãe? Vai saber, também não importa mais, não importa. O amor, essa coisa viscosa que abraça a gente, acorrenta, então ia devagar abrindo mão daquele homem bom, do homem bom com olhar bom e corpo quente, abria mão da carreira que podia ter sido bonita se não tivesse feito tanta merda na faculdade, mas o pai ofereceu uma especialização nos Estados Unidos, seria bom, não seria? Amor não, e se desvestia dessas raízes incômodas do amor, cultivava um querer sonso, realista, morno. Talvez assim pudesse enxergar tudo com mais clareza e aí talvez tudo voltasse a ser como deveria ter sido, sem vermelho, e nova, clara, com a visão tão boa que agora podia ver os contornos, os contornos nítidos e as cores de tudo, a beleza e as imperfeições, e assim tudo seria novo, tudo diferente do que a gente via hoje, e finalmente teríamos a verdade, a verdade sem essas coisas que construíram em volta de tudo, tantos anos, tanta loucura esses homens sem pátria, sem racionalidade, meu pai! Se pudesse ver o inútil e saber o inútil, e se fosse assim também branca e oca veria tudo e seria ela própria a verdade, a verdade e ali estaria Deus. E veria, Jesus disse: levanta-te e anda. Enquanto as cores rachavam suas pupilas, tentava tirar a venda da Marina,a justiça cega que por isso cortava as cabeças dos inocentes, se tivesse nascido no regime nazista seria nazista louca, Heil Hitler! Se na corte teria vestido e desvestido a rainha com a mesma simplicidade, ela é mesmo uma bastarda, minha senhora. Deseja o chá agora ou depois dos jogos? E carregaria as perucas e todas aquelas quinquilharias com a mesma dignidade que faria qualquer coisa na vida. Boa, a Marina. Ruim era ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já está tarde, ham? Vamos acabar atrasadas, e tem tanta coisa pra fazer!&lt;br /&gt;Pra que a pressa se vamos todos morrer, Marina. Tinha pressa porque ia pro céu, mas ela não. Então não tinha pressa. - Só um minuto, meu bem, senta e toma o seu café antes que eu fique nervosa e puxe um cigarro.&lt;br /&gt;- Você vai morrer, com esse pulmão preto.&lt;br /&gt;- Os médicos são todos mentirosos, Marina. É uma conspiração contra a felicidade, porque são uns coitados, torturados na faculdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-7043557164482270281?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/7043557164482270281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/06/ele-jurou-ela-que-nao-tinha-nada-com.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/7043557164482270281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/7043557164482270281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/06/ele-jurou-ela-que-nao-tinha-nada-com.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-6748395046992985877</id><published>2010-06-19T13:21:00.000-07:00</published><updated>2010-06-19T13:22:26.308-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu comia Marcela às quintas-feiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://laudanoeabsinto.blogspot.com/2008/12/marcela.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-6748395046992985877?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/6748395046992985877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/06/eu-comia-marcela-as-quintas-feiras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/6748395046992985877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/6748395046992985877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/06/eu-comia-marcela-as-quintas-feiras.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-7139372630626661030</id><published>2010-06-14T15:40:00.000-07:00</published><updated>2010-06-14T16:24:09.057-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Mas meu bem, você pode se sentar aqui, por suas mãos nas minhas e esquecer aquelas coisas horríveis que você viu nos noticiários mais cedo. Podemos ir àquele parque que você tanto gosta, podemos pegar ônibus para o fim do mundo para que possamos ouvir as histórias exageradas e sem sentido que correm por aí, os comentários das novelas, as maldadezinhas, a expansividade incontrolável dos colegiais. Tanta coisa a gente esquece, que é bom. Esquecer é bom, menina, pra você esquecer como eu era babaca na sétima série, batia no valter que era menor que eu. Você pode esquecer as coisas feias que eu disse pra professora e o quanto você me odiava por implicar com seus óculos e seu volume enorme de livros. Pode esquecer que eu xinguei seu pai há dois meses atrás sem querer, por pura raiva. Não que eu não pense aquelas coisas que eu também falei sem pensar...Pode esquecer que esqueci seu aniversário quando viajei pra Belo Horizonte com o Daniel. Pode esquecer que eu lhe disse pra não me encher o saco e desliguei na sua cara. E que eu não fiz muita coisa pra merecer que você me perdoasse lentamente, me perdoasse assim com o seu coração grande e seus olhos largos que se enfiam nos meus e riem e perdoam um pouco. Não mereço maz fico grato. Agora você pode esquecer a música que eu tocava pra você, pode esquecer que eu fui naquela boate fodida no centro te buscar porque você bebeu e ficou me xingando dentro da vodka, e rindo. E eu entendi cada palavra quando gritou pelo meu ombro que eu estava te sequestrando porque você era uma artista de cinema e não namorava cara fodido. E riu, riu quase o caminho inteiro até a sua casa enquanto falava com Godofredo, um sujeito boa pinta a quem no final emprestei minha voz e meu vocabulário sujo. Você, no final, recitava Shakespeare para Godofredo e, encantada com seu sarcasmo quase solene e com sua safadeza enrustida, se jogou nos meus braços. Menina, não foge mais não. Hoje vou deixar que escolha o filme e finjo que assisto com você, se você me permitir destruir as cenas trágicas pra você não ficar impressionada depois, pensando nos destinos trágicos e alisando o gato sem me dar atenção. Napoleão, haveria de encontrá-la assim, com o rosto purinho perdida dentro de um show de garagem com cerveja quente, o som alto demais não fazia jus às minhas cantadas baratas e, como você já é surda, ouvia as coisas mais absurdas e ria da minha cara. Lugares assim em que todo mundo parece underground e todas as bandas parecem promissoras, o som alto demais, as caixas em cima do azulejo encardido e velho. Você aqui, dentro do seu apartamento confuso e colorido, contando casos pro Napoleão, gordo, branco e aristocrático, que faz cara de tédio enquanto você se empolga e fala sem parar, mas que fica rondando o forno quando tem bolo formigueiro, e miando alto quando ele vai pra mesa. Ele abusa de você, eu abuso de você, mas é a nossa garota, sabe, Virginia?! E eu sei que você entende e nos perdoa, por isso peço que esqueça também esse cara que resolveu lhe mandar flores e poemas e te perseguir na faculdade, porque não somos cem por cento bons mas gostamos tanto de você...e não atenda mais o telefone quando essas solteiras desvairadas te ligam querendo te levar pros inferninhos, gato de raça no meio do lixo você sabe como é, acha que é festa. Além do mais, se eu for o Napoleão vai comigo, já que compartilhamos da mesma dor cinzenta do seu desafeto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-7139372630626661030?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/7139372630626661030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/06/mas-meu-bem-voce-pode-se-sentar-aqui.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/7139372630626661030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/7139372630626661030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/06/mas-meu-bem-voce-pode-se-sentar-aqui.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-3492037224004023926</id><published>2010-05-28T04:36:00.000-07:00</published><updated>2010-05-28T04:37:15.642-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Mas e o pai, quem tem pena do pai?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(LFT - Ciranda de Pedra)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-3492037224004023926?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/3492037224004023926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/05/mas-e-o-pai-quem-tem-pena-do-pai-lft.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/3492037224004023926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/3492037224004023926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/05/mas-e-o-pai-quem-tem-pena-do-pai-lft.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-4330261336989658427</id><published>2010-05-19T18:17:00.000-07:00</published><updated>2010-05-19T18:26:15.968-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Peço que dêem-me livros, letra impressa em papel poroso, vivo, palavras que sigam o rumo implacável do contato, da prensa, que possam me dizer de uma outra história implícita, submersa, de gavetas, lágrimas, amantes, esconderijos. Que cheirem nos meus poros, que sujem os meus dedos. Escrevem-me uma letra regular e impessoal dentro de uma figurinha de envelope, peço olhos, gestos, desvios. Ao menos letra que seja letra mesmo, borrada, corrida, trêmula. Me mandam recados bobos, sem gosto, e aqui continua vazio. Me arrumam carros de luxo para que eu ande sozinha ou com um gigolô, me fazem máquinas multiuso pra que eu não dependa. Me deixam ficar sozinha em casa com televisões, computadores, cobertores e uma solidão, Uma solidão filha da puta! Que a gente vai acostumando, e quando vê, pronto. É ela sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-4330261336989658427?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/4330261336989658427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/05/peco-que-deem-me-livros-letra-impressa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/4330261336989658427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/4330261336989658427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/05/peco-que-deem-me-livros-letra-impressa.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-7734904505513974354</id><published>2010-05-17T14:16:00.000-07:00</published><updated>2010-05-17T14:50:29.901-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Juro que um dia vou sair desse quarto escuro. Vou parar de sufocar o coração em sacos fundos como buracos negros. Vou parar de me perder, prometo. De me violentar. Vou esquecer o caminho tortuoso que me trouxe aqui e essas coisas banais que moram lá fora e passaram a morar também aqui dentro. Um dia. Um dia vou atravessar a porta lúcida, completa, inteira. Mas hoje não, vou ainda fazer o traçado sujo do meu apartamento até o barzinho, que o amigo da Manuela que andava sumido me ligou e me convidou com uma voz sedutora pra beber um pouco e ver os quadros na casa dele. Vou aceitar e sorrir, hoje, hoje parece muito vago pra me salvar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-7734904505513974354?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/7734904505513974354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/05/juro-que-um-dia-vou-sair-desse-quarto.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/7734904505513974354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/7734904505513974354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/05/juro-que-um-dia-vou-sair-desse-quarto.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-660087637209209489</id><published>2010-04-20T08:51:00.000-07:00</published><updated>2010-04-22T16:48:18.823-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Bateu na porta. Lá dentro tocava uma musica abafada, jazz. Bateu muitas, muitas vezes. E então girou a maçaneta, claro que ela não se daria ao trabalho de trancar. Entrou; e ela lá, no chão, rodando o whisky num copo de vidro barato. Sentou-se ao seu lado, impotente. Aline, Aline. O saxofone subia sem medo, afoito, descompassado, gritando uma melodia antiga que entranhava assim na alma, tomando generosamente o coração. Não havia mais nada: ambos pararam de respirar, assim como todos os seres, enquanto o mundo parava de rodar, enquanto os pássaros paravam o vôo no ar, e só aquele saxofonista respirava, gritava, voz inevitável de alguma coisa determinante e comum. Dizia tanto que a raiva dele se aplacou, tirou a mão dela do copo e pôs entre a sua, enquanto aspiravam a escala. Ela parecia indiferente e entorpecida. Sentiu a pulsação na mão dela, precisava puxá-la, tirá-la dali, então segurou-a com um pouco mais de firmeza.&lt;br /&gt;- Por quê precisa fazer isso, hein?&lt;br /&gt;- Fiquei rica hoje, tô tomando whisky. Foi um daqueles garotos de ontem que me deu.&lt;br /&gt;Ele fungou, irritado, crispando um pouco as mãos, mas não falou.&lt;br /&gt;- Não sei bem de onde ele surgiu...jamais vou saber o nome dele, entende, Roberto, só sei que tinha o pinto pequeno e me chamava de Cinthia sem parar. Cinthia, Cinthia, nome engraçado, né?! Disse te ligo um dia desses, me deu um tapa na bunda e me deu essa garrafa pra eu ficar bêbada como um gafanhoto, esperando o Dr. pinto pequeno me ligar.&lt;br /&gt;- Por quê faz isso, hein, porquê? Olha pra você!&lt;br /&gt;- Por nada, Roberto, eu gosto disso. Você não quer admitir mas eu sou suja, suja.&lt;br /&gt;- Como pode dizer isso pra mim?! Então você quer que eu te deixe aqui, parecendo uma drogada?&lt;br /&gt;Ela continuou com o olhar fixo no retrato largo na mesinha do lado do sofá. O vidro enorme refletia as duas figuras largadas no chão, parecia um esboço de nanquim, os dois desabados e a garrafa quase no final. E os olhos dela, olhos muito escuros e compridos, borrados do traço largo, preto, muito preto. Atrás, o gramado muito verde e as quatro figuras pareciam num catálogo.&lt;br /&gt;- Não enche, Roberto.&lt;br /&gt;O saxofone se sobrepôs à conversa, largo, apaziguador. Alçá-la do abismo, meu pai. Segurou a mão melada de whisky e cigarro, o maço vazio jogado prum lado, a garrafa de whisky acabando, uma mancha enorme no tapete verde. Amanhecia frio e ela de short e a camisa brilhosa desabando do ombro, um arranhão no alto do pescoço, os cabelos embolados, descendo em desalinho. Mas o ar felino tinha passado, agora era só dor. Via seu coração lá dentro, dilacerado, pingando. Rasgado daquela guerra sem razão, daquelas razões que eram só dela. Os olhos tinham ficado assim vazios, vidro. E o whisky descendo quente pela garganta áspera.&lt;br /&gt;- Desculpe, você sabe que não quero dizer isso. Foi aquela cantoria infindável aqui embaixo que me deixou assim autoritária. - E desenhou um sorriso leve no canto dos lábios - Acho que deviam ser proibidos pirralhos alegres no mesmo prédio em que maiores de 30. Os 30 anos são mesmo uma desgraça, hum? Daria uma mão e andaria assim pra sempre com os pulsos dentro dos bolsos da calça pra ter os 20 de novo e ser ainda mais alegrinha e bobinha do que era.&lt;br /&gt;- Não precisa ser assim. E você tá muito longe dos trinta.&lt;br /&gt;- Precisa, declarou séria, virando o resto do whisky do copo. E os trinta parecem tão perto, um túnel sem fim.&lt;br /&gt;Os olhos muito escuros e maquiados ficaram assim mais fundos, mais aguados, vou te contar uma coisa, Roberto. É assim porque só assim eu posso esquecê-la. E eu tenho medo, muito medo.&lt;br /&gt;Pronto, só faltava terem drogado a garota.&lt;br /&gt;- Vou buscar gelo pra esse roxo no seu joelho.&lt;br /&gt;Besouro que cai de costas não levanta nunca mais.*&lt;br /&gt;- Senta aí, não me trata como uma bêbada. Só tô triste.&lt;br /&gt;O sol se espreitava pela janela meio aberta, a cortina velha e ocre quase imóvel, o mundo vai explodir de quente. Mas ainda estava bom. O sol veio nas pernas dela e o roxo ficou mais roxo. Uma dor lenta pela lascividade suja dela, tão branca e com os olhos tão tristes enfiados no preto das revistas. Ela se encolheu um pouco e ficou assim, abraçada aos joelhos, olhando pra janela, com o rosto virado pra ele. Escorria a maquiagem em água pura. Preciso ficar assim suja, Roberto, pra ser indigna dessa dor contra a qual eu não posso. Por isso eu precisei de todas as boates escuras, de todos os homens, de todas as manhãs igualmente imundas. Me sujar pra recusar essa dor que é só minha e grande, muito grande. É pra me salvar, Roberto, é por medo. É meu jeito de enganar esse destino de Maria Madalena, não quero chorar mais, tô cansada. Tô doída. É pra me enganar, também. Respirou fundo, deixando a dor escapar pelos lábios entreabertos. Ele se moveu, inquieto. Não, não diz nada, não...Beijou a mão dele, displicente, passou os dedos nos olhos e puxou outro cigarro. Não soube dizer quando acabou o saxofone e o silêncio ficou, aquecido no sol meio pálido, tão cedo ainda.&lt;br /&gt;- Ficou quente hoje.&lt;br /&gt;- É.&lt;br /&gt;- Prometi à minha mãe que ia lá hoje à tarde, você quer vir comigo? Ela perguntou por você, disse que faria o frango ao molho pardo. Uma puxa saco! Pra mim não faz nada disso.&lt;br /&gt;- Aline.&lt;br /&gt;- Roberto - ela riu.&lt;br /&gt;- Você parece melhor agora.&lt;br /&gt;- Eu sei. - ela disse, amarga. E virou o resto da bebida no gargalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* - Lygia Fagundes Telles: Ciranda de Pedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doug, espero que você não se assuste.&lt;br /&gt;D., perdoe a repetição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-660087637209209489?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/660087637209209489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/04/bateu-na-porta.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/660087637209209489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/660087637209209489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/04/bateu-na-porta.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-8368993290475164768</id><published>2010-04-10T21:59:00.001-07:00</published><updated>2010-04-11T11:32:54.346-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Precisava que gritassem, gritassem muito alto dentro dos seus ouvidos, que escravizassem o pensamento que vagava, ouvindo tudo em partes, alheio, esquecido. A dor se arrastava lenta, viscosa. Rezava sem convicção, mas pedir não custa. O jornal não dizia coisa com coisa. O mundo parecia desconexo aqui do lado de dentro. Correu pra se esconder. Gritou. Ameaçou. Acabou abatida, se embolando nos cobertores. Dormir, dormir até mudar o século, até a dor cansar e vir o sol, tingindo as árvores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-8368993290475164768?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/8368993290475164768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/04/precisava-que-gritassem-gritassem-muito.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/8368993290475164768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/8368993290475164768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/04/precisava-que-gritassem-gritassem-muito.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-6776184311004634527</id><published>2010-04-07T15:02:00.000-07:00</published><updated>2011-06-27T20:15:02.152-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>- Nós nunca estudávamos.&lt;br /&gt;- Eu sei.&lt;br /&gt;Eu podia te dizer que era você, você que eu quero. Mas não pretendo mentir. Se você me deixasse ficar, se você abrisse os portões e voltasse a ter o jeito despretencioso que tinha no início, e parasse de me dizer isso que diz pras mulheres com quem você sai às quintas e sextas feiras, eu poderia ficar e te perguntar, menino, porque foi que você ficou assim, arisco? Podiamos ficar assim, sem ruído. Mas moramos em caixinhas de fórforos empilhadas até o céu, e não temos muito tempo, apesar de termos solidão e contatos de sobra. Da janela eu olho a menina que fica horas no telefone com o namorado de noite. Às vezes ela senta atrás da porta e chora, chora e a dor dela fica a minha, ela parece tão abandonada... Vejo a mulher de cabelo bagunçado e camisa amarela desbotada passar as camisas bem cortadas do marido, e depois não vejo mais. Ele vem e eles vão pro quarto ter uma noite de sexo tórrido ou comem batatas frias na frente da tevê, não sei bem. Ela gosta de cantar as músicas românticas no rádio mas fica mais lenta por isso, não sei se de amor ou de tristeza. No outro prédio uma sala de espera sem fim, uma espera sem fim com uma luzinha amarelada e um ambiente escuro. Aqui do lado ela se pinta e sai às quartas, mas cada dia é um diferente. Aparecem na porta com caras ótimas, impacientes. Acho que ela atrasa um pouco. Os mais frios só ficam lá, martelando a buzina. ÀS vezes eles ficam no apartamento mesmo, mas esses também vão embora. Loira com uns cabelos que não acabam nunca. Bateu o carro no meu na garagem porque não sei onde aprendeu a dirigir, um horror. Loira com seu ka vermelho como fogo. Juventude triste, menino. Triste como os seus olhos completando 24 e sem brilho, repetindo as frases e os movimentos de mil noites loucas e rasas. Imagino que se você me visse aqui nesse apartamento todo pequenino e sutil, com essas camisas largas, o que é que dizia. Se ia me achar abandonada e triste como a garota do telefone, ou passada como a mulher das camisas. Ou se veria isso, uma mulher traída, com um casinho, esperando o telefone tocar. Não toca. Ela sai, tira o carro, vai no centro, nos consultórios, no caralho a quatro, e ninguém diz. Ninguém diz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-6776184311004634527?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/6776184311004634527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/04/nos-nunca-estudavamos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/6776184311004634527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/6776184311004634527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/04/nos-nunca-estudavamos.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-3896490361138494433</id><published>2010-03-24T17:32:00.000-07:00</published><updated>2010-03-24T17:48:20.670-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quero te dizer que estou aqui, deitada no escuro ao lado de um amante que não amo. E que eu desejava que você viesse assim com um amor enorme e bonito como uma flor, que pudesse me salvar. Um amor que me salvasse do fundo do poço. Ponho a roupa da festa de ontem, impregnada pela baixeza de todas as noites. Preciso sair daqui rápido, rápido! Pouso a mão nas costas nuas só pra sentir, ele é quente como um urso, mas sem amor, sem amor. O amante que eu nunca amei como outros tantos, como outras camas, como outros dias. Violada pelo amor que eu não tive, meu bem. Amor largo, bonito, colorido. Amores pequenos, devios, sismas, necessidades. Me lavo freneticamente na água fria, esfriar o corpo e o sentimento de não pertença que precisa passar logo, o trabalho em 45min. Pegar o carro, por um sonzinho fudido dessas bandas fodidas, e esperar passar, pensar na roupa, no transito na Vargas, na mãe no telefone pedindo que fosse. Mãe, mãe...quisemos tanto, nós duas. De tanto tive tanto, mas faltou isso: um amor bom. Não queria que me visse assim, refém-avessa da minha passionalidade que desde muito judiou de mim. Fiquei opaca desses dias solitários, dessas ruas sempre solitárias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-3896490361138494433?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/3896490361138494433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/03/quero-te-dizer-que-estou-aqui-deitada.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/3896490361138494433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/3896490361138494433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/03/quero-te-dizer-que-estou-aqui-deitada.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-1444834883550258538</id><published>2010-03-01T19:21:00.000-08:00</published><updated>2010-03-01T19:22:38.637-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E meu coração parado, batendo só dentro do seu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-1444834883550258538?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/1444834883550258538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/03/e-meu-coracao-parado-batendo-so-dentro.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/1444834883550258538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/1444834883550258538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/03/e-meu-coracao-parado-batendo-so-dentro.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-481432167157007577</id><published>2010-02-22T21:10:00.000-08:00</published><updated>2010-02-22T21:14:18.499-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Peço pros românticos gritarem comigo, pra estamparem seus lindos casais na minha fuça com seu cheiro doce e suas florinhas, pra rasgarem meu peito, escrever a tinta até perfurar a carne e até a tinta se fundir no sangue, e as cartas de amor tem lá sua cor própria. Que me ensurdeçam com seu amor latente, brilhante, irrefutável. Porque no fim a gente tem sempre aquela esperança, pelo amordedeus, que o amor exista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-481432167157007577?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/481432167157007577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/02/peco-pros-romanticos-gritarem-comigo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/481432167157007577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/481432167157007577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/02/peco-pros-romanticos-gritarem-comigo.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-9014831854762572312</id><published>2010-02-21T16:03:00.000-08:00</published><updated>2010-02-21T16:09:51.454-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Segurei seus dedos entre os meus com um pouquinho mais de força, fingindo ser só distração, pensando não vá embora por favor por favor por favor. Dizem tantas coisas, dizem que não existe príncipe, que as mulheres tem que ser difíceis, mil fórmulas e nenhuma parece caber pra nós, fica, peço em silêncio. Lembrou do quadro da tia na sala, uma mulher envolta pela claridade azul berrante, crepúsculo. E ele ali, no escuro, azul também. Diz das suas estrelas, das suas histórias, fica, meu bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-9014831854762572312?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/9014831854762572312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/02/segurei-seus-dedos-entre-os-meus-com-um.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/9014831854762572312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/9014831854762572312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/02/segurei-seus-dedos-entre-os-meus-com-um.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-3538415663620406931</id><published>2010-02-18T18:20:00.000-08:00</published><updated>2010-02-18T18:38:21.033-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu não sei porque, menino. Não sei mas preciso dizer porque às vezes fica apertado aqui. Sinto que ficou tudo tão triste apesar de ter subido à idade do sol, da claridade ofuscante. Lembro de tudo muito fragmentado, lembro que doloroso, mas é que hoje eu bebo, marco encontros, fumo. Me entupo até o talo de qualquer coisa que seja muito forte, e ouço as mesmas músicas que me torcem o coração todo. As coisas por aqui são muito bonitas muitas vezes, também, mas me angustia não poder dividir isso com ninguém. Essa felicidade gritante que ninguém jamais tocou. Essa beleza que me desmaia, me consome como fogo, ensurdece, aguda, longa. Amor completo, transviante, que me faz ter, ser, e morrer por não ter. Doação completa. Coisas simples, menino. Eu já te disse que esse acorde me mata, hum? Todas as vezes. E ninguém jamais compartilha dessa eloquencia? Queria que você visse de cá esse amor enorme que eu tinha por você. Queria dá-lo assim, meu, parte do que eu vejo. Que sentisse tudo o que eu sinto aqui, tão alto, tão grande! Fumo pra calar o grito. Saio pra me adequar porque sozinha, quem vai saber. Perco as rédeas. Bebo todas as noites curtas que me oferecem, pra calar esse amor por tudo que me vaza, não sei o que fazer com ele. Esse amor, essa dor, esse tédio de tudo ir ficando assim morno, igual, cansado. Idade do sol. Parecem todos tão desorientados, tão sem brilho, meu pai. Eu queria a época em que as coisas eram, eram sempre, sob todos os pontos de vista. Quero ver igual. Mas será que um dia foram? A vida assim como convenience, deliciosamente previsível e correta. Eu acho que não precisa desritmar: é desespero.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-3538415663620406931?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/3538415663620406931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/02/eu-nao-sei-porque-menino.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/3538415663620406931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/3538415663620406931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/02/eu-nao-sei-porque-menino.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-2301211599258053938</id><published>2010-02-17T18:36:00.002-08:00</published><updated>2010-02-17T19:14:52.614-08:00</updated><title type='text'>Quarta feira sem cinzas</title><content type='html'>Voltou com os pés se arrastando, hesitando largar a avenida. Fechou a porta, tirou a camisa colorida. Sentou. Reboou o silêncio na rua. Dentro ainda tocava forte a bateria, batendo dentro do corpo. Lavou os olhos, lavou as mãos, os pés que tinham percorrido todas as ruas sujas. Água clara do carnaval. Ainda tinha confete na cabeça, cheiro de alcool, um sorriso largado na boca, meio sonso. Carnaval. A água descia translúcida como a mágica de voltar a vida ao normal na quarta de cinzas. Pronto, fantasia guardada, memória também, muita água, voltar pro trabalho. Mas o bom é carnaval. Absolutamente sem regras, só a bateria tocando forte nos braços, nos pés soltos, e o povo cantando, cantando, você vale ouro, todo o meu tesouro! E as meninas bonitas sambando, alegres, penas, chapéus, óculos, vamo descê, vamo descê! O samba descendo morro abaixo e o dia virando, virando sem parar e o povo na rua...ô, Carnaval!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-2301211599258053938?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/2301211599258053938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/02/quarta-feira-sem-cinzas_17.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/2301211599258053938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/2301211599258053938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/02/quarta-feira-sem-cinzas_17.html' title='Quarta feira sem cinzas'/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-7427208630560889387</id><published>2010-02-17T18:36:00.000-08:00</published><updated>2010-02-17T18:39:56.326-08:00</updated><title type='text'>Quarta feira sem cinzas</title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-7427208630560889387?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/7427208630560889387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/02/quarta-feira-sem-cinzas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/7427208630560889387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/7427208630560889387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/02/quarta-feira-sem-cinzas.html' title='Quarta feira sem cinzas'/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-3822608765394898152</id><published>2010-02-04T14:49:00.000-08:00</published><updated>2010-02-04T14:52:44.329-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"- Não quero ir embora. Eu vou dormir aqui.&lt;br /&gt;- Não pode, é perigoso.&lt;br /&gt;- Perigoso por quê?&lt;br /&gt;- Você só tem dezesseis anos.&lt;br /&gt;- E isso é perigoso?&lt;br /&gt;- Perigosíssimo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[&lt;strong&gt;C&lt;/strong&gt;aio &lt;strong&gt;F&lt;/strong&gt;ernando &lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;breu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-3822608765394898152?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/3822608765394898152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/02/nao-quero-ir-embora.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/3822608765394898152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/3822608765394898152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/02/nao-quero-ir-embora.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-299771348497729652</id><published>2010-02-01T18:18:00.000-08:00</published><updated>2010-02-01T18:49:36.514-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Foi depois dela, Reinaldo. Olha, a Luiza me trancou do lado de fora do apartamento e ficou lá chorando, como se não fosse suficiente todos aqueles tipos de vingança que ela inventou. Depois que descobriu, quebrou o vaso preto chinês que a mãe tinha nos dado de presente de casamento, e disse que era tudo culpa dela. Pegou meu cartão de crédito e foi fazer umas coisas absurdas na rua, acho que até um spa pra pés, acupuntura, yoga. Essa foi a fase do ódio, não sei quantos meses eu vou pagar as prestações daquelas joalherias todas. Ela sumiu com o meu cachorro, Reinaldo, e jogou umas coisas pela janela, até um relógio muito antigo que eu tinha herdado do meu avô. O cachorro era tão bom, Reinaldo, não sei porque implicava tanto com ele. Rasgou minhas camisas porque disse que tinham cheiro de mulher. Ficou dias mergulhada na banheira chorando, e quando eu tentava conversar ela saía andando, dizendo não toque mais em mim. Como se eu fosse sujo. Depois ficou muito triste, com os olhos fundos, cansada, dizendo que fez de tudo pro nosso casamento dar certo, perguntando porque porque porque. A Cátia ligou lá pra casa e me chamou de muita coisa, falou até em suicídio, fazer uma coisa dessas com a pobre mulher! E desligou na minha cara. Mas você precisa saber, Reinaldo olha, eu fui fiel durante todos esses anos. Foi depois daquele dia...eu quis tanto aquela mulher, se deixar eu passo o resto da vida só procurando ela por aí, só pra saber que gosto tem. Ela veio e naquele dia fazia muito frio e nós ficamos muito próximos, à meia luz brilhava como uma fada, os olhos enormes, perversos e sonsos. O martini nos lábios reluzindo como um espelho, ela andava e ria daquele jeito, com o passo decidido mas meio insegura, tímida. Eu queria ela pra mim, Reinaldo. Mas quando viu a aliança larga e dourada no dedo pegou o martini e saiu andando, deixou o copo vazio e triste em cima do balcão com umas mãos que ficavam um pouco, só um pouco mais. E se foi. Nunca mais a vi em lugar nenhum, Reinaldo, veja você, esse lugar aqui é tão pequeno! Nem na rua, nem em outra cidade. Não a tive e depois dela precisei de todas as mulheres de cabelo escuro que bebiam martini, que riam sem graça, que tinham as unhas vermelho sangue e deixavam as mãos, e essas eu alcançava, ficavam lá até que eu as alcançasse. Sinto que jamais encontrei o gosto dela como certas coisas tem o gosto que parecem ter. O nome dela é Ana, Ana Beatriz, você não a viu por aí, Reinaldo? Podemos por anúncio no jornal, oferecer recompensa pra quem souber dela. Foi assim que eu vim parar aqui, meu amigo, naquela noite fazia uma semana que a Luiza tinha ido passar férias na casa da mãe, ameaçando se divorciar de mim e ficar com o meu carro. A Luiza sempre foi assim complicada e nenhum homem na Terra pode ter paciência pra isso, não é verdade?! Mas o diabo foi ter ficado sem luz lá em casa por causa da árvore que caiu nos fios com a chuva, e eu resolvi ir beber um conhaque naquele maldito lugar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-299771348497729652?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/299771348497729652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/02/foi-depois-dela-reinaldo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/299771348497729652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/299771348497729652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/02/foi-depois-dela-reinaldo.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-2676491699522552485</id><published>2010-01-23T17:25:00.000-08:00</published><updated>2010-01-23T17:45:51.208-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Mas hoje não. Hoje deveria haver essa liberdade nua, avessa, transviada. Seu corpo se programava para coar o café como sempre, às 5 e 30 da tarde. Mas hoje não. Hoje haveria de ser tudo diferente ou não seria mais. Largou o pó preto na pia e foi pro café na rua, assim, sozinha. Porque as pessoas precisam estar sempre acompanhadas? Iria sozinha, para olhar, olhar. E assim, com os olhos novos, tudo tinha um novo gosto, um gosto acentuado descendo pela garganta e se refletindo nos olhos. O mundo parecia agora muito melhor e era assim que devia ser. Os muros pintados de azul, a calçada de amarelo e tudo mar, com gosto de mar, com cheiro de mar. Precisava ser hoje, agora, e desvestida, mudaria de nome, de endereço e de rosto...tão bom continuar no mesmo lugar com novas cores, novas dimensões. Tirou o resto do dia para ser feliz: não fez as compras, não enfrentou a fila do caixa eletrônico, se recusou a verificar os e-mails - como com o nariz sujo de sorvete e a boca melada, sentou na calçada, um gato gordo para fartar-se do mundo e da tarde que se debruçava arrastada, tarde velha de todos os dias de toda a humanidade mas continuava boa, fiel, no seu compasso colorido. Jantou sem tevê, ouvindo a vida correr escada acima escada abaixo, com um pijama azul de bolinhas rosa. E com o riso gostoso que só os anjos podem ter...então olhou-a assim bem de perto, para ter certeza, olhos pardos e açucarados que só ela. Tanta gratidão...Foi sincera com Deus de noite. Dormiu com as portas da varanda escancaradas, e ela e o sol se beijaram de manhã logo cedo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-2676491699522552485?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/2676491699522552485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/01/mas-hoje-nao.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/2676491699522552485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/2676491699522552485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/01/mas-hoje-nao.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-2810304859217220019</id><published>2010-01-12T20:34:00.000-08:00</published><updated>2010-01-13T17:04:03.015-08:00</updated><title type='text'>Let´s do it again, again, again...</title><content type='html'>De volta, eu espero...pensando que a faculdade é coinciliável com qualquer outra coisa que não ela mesma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fiquem bravos com meu amor de ping pong pelo blog. =]&lt;br /&gt;Mesmo pensando que eu nao tenho nada interessante pra falar, a vontade de voltar prevalece, e prometo visitar todo mundo...afinal, são quase 5 meses...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;besos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- - - -- - - - --- -- -- --- - -- - -- -  -- - - -  --  -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cereja vermelhíssima como as unhas compridas presa entre os lábios claros, o sumo colorido se deitando neles num espelho lascivo. pensei em desviar os olhos mas já não havia tempo. Olhamo-nos. Pensei ter visto um sorriso no canto da boca, elas sabem o que fazem. Léia, não vai embora, nós podemos ir pro meu apartamento e levar uma vidinha clichê, assistir um filminho clichê e ter umas conversas clichê e depois fazer um amorzinho clichê, tudo combinando com o seu arzinho calculado de desinteresse, seus gostos cult, tudo tão gostoso mas tão previsível.&lt;br /&gt;-------------- Eu quero que alguém derrube a porta, e diga e seja algo melhor que isso, tudo tão batido. Pelo amor de Deus, esse sentimento alto que derruba as portas, que mancha, que aterroriza os adequados e os radicais. Eu quero isso que um gole baste pra vida toda, será que não existe mais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora não sei mais se consigo escrever. Mais que nunca, o amor não existe. Instalou-se um silêncio desconfortável, o amor não existe, e o que além dele? Sobre o que se diz, afinal? É sempre amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-2810304859217220019?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/2810304859217220019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/01/lets-do-it-again-again-again.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/2810304859217220019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/2810304859217220019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2010/01/lets-do-it-again-again-again.html' title='Let´s do it again, again, again...'/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-3977951157037246319</id><published>2009-08-26T14:06:00.000-07:00</published><updated>2009-08-26T14:55:44.443-07:00</updated><title type='text'>Meme</title><content type='html'>R.,&lt;br /&gt;Pensei em milhões de coisas pra dizer. Milhões de dias, de formas, de tonalidades pra dizer, e acabei sentindo tudo tão vago pra essa dor que já é só minha, e que dói tanto por ser só minha...mas vai ficar tudo bem, hum?! Eu sei que vai.&lt;br /&gt;Uma vez ouvi em um desses filmes que o amor acaba assim de repente, ao atravessar a rua, ao pousar a chícara. Seria romântico te apresentar um único movimento trágico; te digo que esse algo insensato foi se assentando no meu espírito assim sem aviso, se espreitando pelos cantos, contornando os tapetes, silencioso. Ouvi alguns silvos mas não levei a sério, e logo, logo que me dei conta ele já me olhava com os olhos amarelos de cobra, foi tão rápido que nem tive tempo de me assustar; no segundo seguinte eu já não era sua. Não sou mais sua, R., e meu coração ficou suspenso, inchado. Desde então o veneno vai percorrendo o sangue, vai e volta, no passo da pulsação. Eu olhava pra você como aquele amante glorioso de sol, agressivamente livre, quanta inveja, meu Pai. E se te quis de início por diversão, hoje te quero mais febrilmente que nunca. Espero que o castanho adocicado dos seus olhos não se dilua. Espero mas com esse ciúme feroz que me pede pra você. Eu sei que você não é perfeito, não éramos tão perfeitos assim, mas R., você era meu de todo o coração, inteiro. Vou sentir sua falta, ah, você não faz idéia. Peço que não conte pra eles as pequenas verdades dos nossos olhos, não reclame mais de mim, me deixa morrer como lembrança boa, e, por favor, não apareça mais por essas bandas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meme por indicação da Adrielly.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Esta carta que escrevi faz parte de um meme proposto por Daniele Vieira. Foi proposto que os indicados fizessem uma carta como se rompesse com um certo alguém. A idéia da minha querida amiga escritora foi inspirada na exposição Cuide de Você, da francesa Sophie Calle, que convidou 104 mulheres para interpretarem um e-mail de seu ex-namorado que gostaria de romper o relacionamento de ambos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regras do meme:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.: Escrever uma carta como se você estivesse rompendo com o seu (sua) namorado(a);&lt;br /&gt;2.: Escrever estas regras e uma breve explicação do que é o meme (como a que fiz acima);&lt;br /&gt;3.: Indicar cinco pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pra vocês =] - &lt;a href="http://oinsanoeosutil.blogspot.com/"&gt;Raíza&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://viver--para--contar.blogspot.com/"&gt;Jaya e Filipe&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://restos-raspas.blogspot.com/"&gt;Carol&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://oumbigodecristo.blogspot.com/"&gt;Ibê&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://aladoblog.blogspot.com/"&gt;Alado&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tchau, blog. Foi muito bom conhecer vocês e as linhas, essas boas linhas.&lt;br /&gt;Um beijo,&lt;br /&gt;Insolente.&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Alice, estenda esta patinha e diga adeus a nossa irmã, assim...Adeus, &lt;em&gt;Virgínia, adeus! Talvez te escreva, oh, sim, talvez...&lt;/em&gt; - cantarolou tomando a gata ao colo."&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Ciranda de Pedra, Lygia F.T.)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-3977951157037246319?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/3977951157037246319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2009/08/meme.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/3977951157037246319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/3977951157037246319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2009/08/meme.html' title='Meme'/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-5172315988415946613</id><published>2009-08-16T14:51:00.000-07:00</published><updated>2009-08-18T11:30:13.409-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu tento lembrar que gosto tinha o dia dos dias mais ordinários. Eu esqueci que música você tocava pra mim. Jurava que nunca ia esquecer, mas esqueci. Peguei o dinheiro dos nossos projetos no banco mas não fui pra Grécia, (os recém-casados acabariam me matando antes que eu pudesse matá-los), então fui pra Las Vegas. Gastei rios em todos os cassinos. Eu quis ficar rica pra me embriagar todos os dias, pra jogar todos os dias, pra continuar triste e exagerada com meu batom vermelho, com os cabelos compridos e caros, os vestidos espalhafatosos, curtos. Eles olhavam pra mim mas passava tão rápido...eu tinha medo de como olhavam. Eles não queriam conversar, queriam strip poker, queriam dormir no meu quarto, queriam jogar com o meu dinheiro, beber a minha bebida. Eu dizia que não e eles logo iam embora com as asiáticas. Você ficou, ficou mil vezes me pedindo só pra que eu não me preocupasse e ficasse mais um pouco. Eu lembro quando eu ainda não vestia vermelho e não chamava tanta atenção, eu lembro de todos os romances que li e dediquei a você, eu lembro de todos os poemas que eu não escrevi pra você. Lembro do dia em que você me obrigou a escrever a última página...cintilava, preto demais: begging you please don´t go. E na verdade era a primeira página pra minha nova vida, pra minha memória cativa de você, Sofia sempre dizia que a história nunca acabava, vinha outra e vinha outra e outra, sem parar. Até que um dia...pára. A gente pára de respirar e tudo o que não disse fica sem dizer mesmo, nem os médiuns salvam. Eu nunca disse tudo, ficaria carregado, sabe?! Mas fiquei tão atordoada com a idéia que martelava na minha cabeça, não posso ficar sem você, não posso, eu vou morrer como o passarinho que bateu no vidro da varanda, morte de passarinho é a coisa mais triste do mundo. Implorei baixinho pra você ficar, não tenho nem coragem de imaginar com que força eu devo ter pedido. Você disse, não posso, Lygia, você sabe que eu não posso, não faça isso comigo! Eu morri ao ouvir meu nome seco e pesado demais, desabei no chão, tonta. Você se agachou, limpou as lágrimas, me deixou esconder o rosto no seu peito, tão inseparável do seu coração que pulsava alto, quente. Não tive coragem de abrir os olhos enquanto você se levantava. Ouvi a porta bater, e depois, mais nada. Nada, e nada, nada, indefinidamente. Um grito de bicho se formou na minha garganta, soou alto, sozinho e doloroso, ecoando no silêncio. Cravei as unhas no chão. Podia ter engolido uma bomba atômica e ninguém ia se importar. Nem eu me importava mais. Tive que me concentrar pra não respirar como um enfartado, pus a música que acalmava mas havia um gosto febril de você em tudo. Até na rua, andavam tão parecido, começavam a rir daquele jeito, aquele tem a mesma pinta debaixo do queixo...eu procurei tanto por você. Desisti. Desisti de ficar triste, de pensar, de querer sair, eu queria mesmo era virar uma planta e pronto, talvez uma árvore...uma macieira ou um pessegueiro, algo assim que chegasse a doer de tão bonito, como o solinho que você tocava que chegava a doer de tão bonito. Ganhei muita coisa em troca, é verdade...mas sabe o que incomoda? Eu nem tenho mais medo de assalto, de cobra, morcego, de nada, porque não tenho mais medo de morrer. E eu te pergunto, o que sobra de um espírito sem medo? Só desgoverno. Por isso eu grito, visto vermelho, mudo de país, vendo os nossos sonhos e compro qualquer outro. Perdi o rumo, amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-5172315988415946613?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/5172315988415946613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2009/08/eu-tento-lembrar-que-gosto-tinha-o-dia.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/5172315988415946613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/5172315988415946613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2009/08/eu-tento-lembrar-que-gosto-tinha-o-dia.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-5917696037524160500</id><published>2009-08-14T19:51:00.001-07:00</published><updated>2009-08-14T19:51:47.384-07:00</updated><title type='text'>Ainda que.</title><content type='html'>É, eu vi sim. Mudou de contato, mudou todos os amigos. Mudou os lugares. Mudou o cabelo, as roupas. Fiquei pensando praonde terá ido a sua paixão; se ela ficou, se se consumiu. Se você se lembra. De tudo o que nós dizíamos, de todas as vezes, lembra, hein? Pois não lembre. Estou bem sem você, só escrevo pra não mandar porque me disseram seu nome hoje, e eu já tinha praticamente esquecido que delicadeza continha esse seu nome curto e simples. Não faz mais muito efeito em mim, é fato; mas decerto me lembro de antes. Sim, antes. Quando seu nome me revirava as entranhas e me punha do avesso. Me fazia fugir, gritar, fazer qualquer coisa que não fosse você. Ou antes ainda, simplesmente lembrar e rir, ela?! Aquela maluca! Minha maluca que atravessava a sala como a gata, fingindo não ligar pra mim. Mas algo no jeito de andar denunciava. Ela me esperava, ela suspirava. E o mundo parecia tão fácil e o amor tão óbvio com você na minha varanda, andando descalça e teimando em pisar a terra e catar as amoras que eu te mandei parar de catar mil vezes. Não ouvia, ficava feito criança domingo. Ah, domingo! Porque domingo era nosso, nosso dia absoluto de namorados. Quatro da tarde e o tempo nos esperando ser felizes, eu deitado no seu colo deixando a mão no cabelo me embalar. Não sei porque, minha flor, o encanto se perdeu. Foi ficando difícil, foi ficando chato. Então devíamos ir embora. Minha garotinha apaixonada, entretanto, nunca queria o que devia. E mesmo que soubesse que devia não admitia, não queria – esperamos que aquele amor que atravessa tudo durasse para sempre, não? Pois ele não resistiu a nós mesmos, minha flor. Não resisitiu e fomos embora, amargo demais. Ficou ainda mais amargo sem você, quando passei para todo o resto – todo o resto tão interessante e tão passageiro, hein? Tanta coisa e tudo tão vazio. Perdôo todas as vezes que você gritou porque aquilo sobretudo era amor. Me perdoe por todas as vezes que te deixei me esperando. Como daquela vez que você escreveu, o vestido branco, pendurado no armário, sempre esperando. O lápis de olho desenhando bonito, mas você chorou e ficou só a borra preta debaixo dos seus olhos. Desculpe ter feito doer, amor. Não foi por mal. Não me acuse. Vi agora mesmo o seu olhar indignado, mas...! Xiu. E aí veio a razão, minha flor, você se cala. Ainda meio revoltada. Me oferece a expressão carrancuda, está com raivinha apesar de ter tanto motivo fica tudo pequenino, quando você joga. Rio porque você não vai agüentar, nem eu. Caímos na nossa própria peça, menina. Rio como quando eu amava você, rio por nada, por você, por tudo, não é mesmo engraçado?! Rio porque não tem graça. Mas não, não fique amarga, minha flor, amarga você fica pesada. Pega aquela rosa que eu te dei e nós plantamos no jardim, enchemos as unhas de terra mas não faz mal, terra é bom; pega a rosa e você vai entender, já já vai entender e ficar quietinha, e ficar em paz. Deita no sofá, fecha os olhos, deixa a claridade suspender o tempo, deixa aquele amor antigo se embrenhar suave na tua pele, te cobrir, te aninhar. Acalma o coração, não chora. Vai ficar tudo bem. E a gente já tá tão longe, e o amor?! Acabou. Mas não importa, não importa. Importa é que fazia sol, fazia um sol lindo de tarde, mesmo que a gente se aborrecesse. Fez sol. E eu sei que às vezes você ainda veste aquela camisa que você ia me dar mas não deu. Era uma promessa, seus dedos traçando os fios como se conhecessem o caminho. Ficou inacabada. Veste só às vezes, quando fica sozinha em casa e faz aquele frio insonso. A casa inteira vazia, vazia. Deixa eu te pedir, não veste não, menina. Só deixa a claridade bater no seu rosto, esquece o frio, esquece esquece esquece. Você fica tão bem quando está em paz; sabe, parece até que Chico toca mais suave quando eu te vejo assim. &lt;em&gt;(Me deixa fingir, e rir...)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-5917696037524160500?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/5917696037524160500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2009/08/ainda-que.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/5917696037524160500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/5917696037524160500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2009/08/ainda-que.html' title='Ainda que.'/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-4405422052254624695</id><published>2009-08-10T14:59:00.000-07:00</published><updated>2011-06-27T20:15:33.900-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Entrei no café, sentei numa mesa no fundo, uma sensação revigorante de que nada me via mais. A rua continuava lá fora, andando, andando sem parar com seus óculos, bolsas, seus pacotes coloridos. As pessoas falavam rápido no telefone. Irritavam-se pessoalmente em toda a parte, hoje não ouvi sequer um rindo até agora.&lt;br /&gt;E então eu a vi. Ela destoava de tudo de uma forma inconveniente, mais na claridade da rua que nos fundos do café, com aquele sentimento pesado e escuro que contaminava tudo que suas mãos tocavam. E observava tudo com uns olhos...continuou comendo seu sanduíche sem interesse, o café esquecido na mão pousada perto da xícara. Segurava-o suavemente mas como um bote, "sabe, Tereza, eu vou lhe contar, são tempos horríveis..." dizia sem mover os lábios. Não precisava. Tudo nela dilacerava de dor. Desviei os olhos, mas continuei sentindo, sentindo de uma forma angustiante que me fez levantar e pagar o café as pressas, vá embora, repetiram as pernas em uníssono ao coração assustado.&lt;br /&gt;Ela continuou sentada, observando. Os outros evitavam olhá-la...ela destoava inconvenientemente, com aquele tédio latente por tudo, e uma dor que gritava, que pedia ajuda, mas que se vestia de opaco pra não assustar demais. O moço do caixa teve raiva porque pensou que se rachassem sua cabeça ao meio ela continuaria com a mesma expressão morta. A garçonete teve pena e perguntou se ela queria um bolo, um doce qualquer, mas ela recusou baixinho, a voz arrastada. A jovem recém-casada que estava atrás dela pra pagar a conta podia apostar que era dor de amor, e a de meia-idade tinha certeza de que não era.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-4405422052254624695?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/4405422052254624695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2009/08/entrei-no-cafe-sentei-numa-mesa-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/4405422052254624695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/4405422052254624695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2009/08/entrei-no-cafe-sentei-numa-mesa-no.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-3459114177840965852</id><published>2009-07-31T12:35:00.000-07:00</published><updated>2009-07-31T13:01:54.235-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E a tarde tinha o mesmo cheiro, mas dessa vez era diferente. Como todas as outras vezes. Aspirou satisfeita a singularidade inebriante, soberba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ah, os vícios capitais, esses sempre ficam nas boas almas. No fundo faz-nos melhores, alguma coisa plausível e inofensiva entre deus e o diabo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-3459114177840965852?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/3459114177840965852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2009/07/e-tarde-tinha-o-mesmo-cheiro-mas-dessa.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/3459114177840965852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/3459114177840965852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2009/07/e-tarde-tinha-o-mesmo-cheiro-mas-dessa.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-8466727555715350549</id><published>2009-07-21T18:42:00.001-07:00</published><updated>2011-06-27T20:13:26.076-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;br /&gt;- E o que está fazendo aqui, Sr. H.?&lt;br /&gt;- Vim lhe contar a mesma mentira de ontem, minha jovem.&lt;br /&gt;- E qual é?&lt;br /&gt;- Sua geração está perdida, minha cara.&lt;br /&gt;- Tenho que discordar.&lt;br /&gt;- É mesmo?&lt;br /&gt;- Nós usamos o conhecimento a nosso favor, e não contra nós em falsas ideologias.&lt;br /&gt;- Há! Se me permite, a senhorita fala como um comercial, e não convence.&lt;br /&gt;- Nós valorizamos a vida...&lt;br /&gt;Ele sorriu, adivinhando – não vá me dizer dos direitos humanos, pelo amor de Deus.&lt;br /&gt;- Oras, e por que não diria?&lt;br /&gt;- Pra que lhe servem, me conte! Se o governo engana vocês todos os dias. Se vocês continuam desiguais como nós éramos. E exploram e matam mais que nós, devo lembrá-la.&lt;br /&gt;- Outros já enganaram os senhores também.&lt;br /&gt;- De fato. Fizeram da nossa virtude e nossa ingenuidade armas contra nós próprios.&lt;br /&gt;- E no que difere, então?&lt;br /&gt;- Por que fazem justamente o contrário, não vê?! Exploram em vocês o egoísmo e o vício. É isso que assusta, pequena. Nós lhes demos o poder para não se deixar ludibriar. Demos a democracia, a filosofia, o esclarecimento, a liberdade, até o modernismo. Têm de tudo para serem bons, mas contam-lhes mentiras todos os dias e, se não acreditam em todas, acreditam na maioria delas.&lt;br /&gt;Ela pareceu um pouco atordoada, um pouco ressentida.&lt;br /&gt;- Mas não preocupa, que toda mentira é um pouco verdade, criança. É só uma questão de ponto de vista.&lt;br /&gt;- Eu queria a verdade inteira – lamentou.&lt;br /&gt;- Ah, e isso muitos quiseram, alguns conseguiram.&lt;br /&gt;- E como se reconhece?&lt;br /&gt;- A verdade, a verdade é aquilo que brilha, menina.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-8466727555715350549?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/8466727555715350549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2009/07/e-o-que-esta-fazendo-aqui-sr.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/8466727555715350549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/8466727555715350549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2009/07/e-o-que-esta-fazendo-aqui-sr.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-2701986946983862028</id><published>2009-07-13T19:38:00.001-07:00</published><updated>2009-07-13T19:39:36.646-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Você sabe exatamente onde eu tenho estado, mesmo que nem imagine. Porque você lê as cartas e sabe todas as nossas verdades mas não influi, fica assim como um monge guardando a calma. Sabia que eu voltaria hoje com olhos de quem não tem medo mas de quem andou demais e ah, menina, que morre de medo. Porque sem você o coração não bate mais, e alma vazia só bate na parede, oca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-2701986946983862028?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/2701986946983862028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2009/07/voce-exatamente-onde-eu-tenho-estado.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/2701986946983862028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/2701986946983862028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2009/07/voce-exatamente-onde-eu-tenho-estado.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-6873177318932626086</id><published>2009-07-09T06:45:00.001-07:00</published><updated>2009-07-09T07:04:08.415-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>No início nem o que saía de sua boca me dizia muito.&lt;br /&gt;Seu ritmo vertiginoso foi tomando forma, cor, gosto.&lt;br /&gt;Seu corpo foi se arredondando em vogais, vírgulas, parágrafos.&lt;br /&gt;Quando percebi, todas as estrofes já faziam tanto sentido que chegava a doer. Soávamos como hiatos.&lt;br /&gt;Meu vocabulário se estreitou logo nos seus olhos dentro dos meus.&lt;br /&gt;Adentrou o meu apartamento vestida de palavras...&lt;br /&gt;Era o frenesi das histórias que não se pronunciam, entre um corpo e outro.&lt;br /&gt;Começou a passar muito tempo fora, e gritava, a minha menina passional. Eu ria, irritado, e os olhos dela se endureciam.&lt;br /&gt;As palavras acabaram, sobrou nossa conversa de movimentos agressivos, passos desgostosos, de silêncio.&lt;br /&gt;Os pés dela eram passo decidido que no caminho soluçava, como um ator descontrolado que interrompesse o personagem e num átimo já se recompunha.&lt;br /&gt;Eu pude sentir todas as palavras se encolherem apavoradas, horrorosas, distorcidas, como se arrancasse um fio do tecido. Por todo o apartamento, pelos meus nervos, se repuxavam em mim, se acavalando. Meus órgãos gritavam de dor.&lt;br /&gt;E foi assim que nós ficamos ilegíveis.&lt;br /&gt;Os rabiscos agora fazem parte da mobília, como as feridas da ajudante desavisada, e tentam não me dizer.&lt;br /&gt;Roberto, meu amigo, depois dela a minha linguagem nunca mais foi a mesma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-6873177318932626086?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/6873177318932626086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2009/07/no-inicio-nem-o-que-saia-de-sua-boca-me.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/6873177318932626086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/6873177318932626086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2009/07/no-inicio-nem-o-que-saia-de-sua-boca-me.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-3279160453926002384</id><published>2009-07-03T15:27:00.000-07:00</published><updated>2009-07-04T11:49:01.351-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O dia parecia alegremente ensolarado, só para me ironizar. Respirei fundo, botei o sorriso que já se acostumara na minha boca, e atravessei a soleira.&lt;br /&gt;- Então, mamãe, como está?&lt;br /&gt;- Você sabe, meu bem, as mesmas dores de sempre. Hoje de manhã, imagine, aquela empregada nova quase jogou no chão meu aparelho de chá, aquele do casamento, e a Mariana pra variar trocou o remédio da caixa azul com o horário do da outra, vermelha, que toma 3x ao dia, de manhã, outra depois...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrar naquela casa era como visitar um sonho que se tornara pesadelo. As cortinas estavam puídas mas continuavam solenes, sérias. Nem o sofá mamãe me deixou trocar porque disse que essas coisas novas não prestam. O tapete tem algumas falhas nas pontas que ficam embaixo do tapete, e lembro de todas as vezes em que as fiz. Achei que papai fosse me bater, mas ele era respeitável demais e já naquela época seus amigos influentes pesquisavam sobre a educação das crianças. Papai era comerciante mas muito italiano, e parecia que a todo lugar que íamos as pessoas gostavam dele, conheciam, cumprimentavam. Ele gostava. Não fora um homem de educação mas isso não contava a ninguém, e só nos contou maiores para que não arriscasse uma gafe das feias. Juliana falava pelos cotovelos, prestava atenção em tudo e não se atinha a nada, sua língua era perigosa. Mas nas rodas daqueles seres enormes e importantes que vestiam casacas bem cortadas nós ficávamos obedientes como boas garotinhas deviam ser. Eu sinto que já quando mamãe estendia o vestido florido e o enfeite do cabelo na cama já me vinha toda a responsabilidade de ser aquela, a filha do comerciante, a princesinha bem comportada de cinco anos. Nós interpretávamos. E, melhor do que pôr o vestido de gala, era tirá-lo e poder correr e sujar as meias brancas na grama de novo.&lt;br /&gt;Papai circulava bem entre os médicos, os advogados, os empresários. Era interessado e astuto e tinha uma dignidade que fazia da sua figura alguma coisa brilhante. Mesmo depois de todas as incoerências da adolescência, eu nunca esqueci do meu pai altíssimo, bem vestido e digno, digno até o dedão do pé que nunca víamos. Como os tapetes, as jarras, está tudo embaçado mas ainda tem um pouco o gosto de antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- você lembra da Suzana, filha da sobrinha da sua tia Gabriela? Eu já lhe apresentei ela uma vez, você devia estar na faculdade. Outro dia encontrei-me com ela na rua e me disse que a nora dela, a Darlene, anda pior, foi internada essa semana no Santa Cecília, a prima dela veio da Argentina pra ficar com a família, imagine...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei mais por quantas horas ela falou, e dessa vez eu ouvi tão pouco, meu pai. Morreu hoje de tarde, disse o enfermeiro, e ficou ecoando muito tempo, morreu hoje de tarde, morreu hoje de tarde. Mas ele não sabia o que dizia. Nem eu sabia o que ouvia. Parada cardíaca, ô, paizinho! Vê se é coisa que Deus faça, você que tinha o coração tão forte da roça quando pequeno, do trabalho, da mulher. O senhor que sorria tão gostoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas você não me contou do seu pai até agora, menina, ele estava irritado com a confusão das passagens e já tem um tempo que ele não me liga, ligou foi na terça feira, se eu não conhecesse seu pai diria que ele estava tão estranho, Tereza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morreu hoje de tarde, eu sinto muito, dona, quer que ligue pra funerária? Eu quero é que vocês e todos os seus médicos vão pra funerária negociar a própria morte, que vão todos pro inferno! Não sei se eu respondi. Não sei se eu fui lá, se assinei aqueles papéis, se perguntei mil vezes as mesmas coisas pro médico que não tinha muitas explicações, tem aquela cara de sonso que eu queria amassar no chão e queria tanto chorar, queria tanto chorar porque eu estava destruída. Respondi mecanicamente, saí do hospital, liguei pro Luiz Fernando pra perguntar do papel do cartório. Não sei o que foi que eu fiz no velório, com aquele corpo frio que não respondia, com um caixão que afundava na terra, que muita gente me abraçou e eu não encontrava consolo pruma vida tão bonita. Pro amor que se espreitara mas que só agora gritava, como poucas vezes gritara, tomando espaço, desvairando os pulmões. O lugar todo me doía, o sol fraco e a noite virando dia e o dia virando noite parecia um todo irrelevante só. Gritava com tanta força enquanto eu rezava pela alma do meu pai e pela minha própria salvação, tenha piedade de mim, meu Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tereza, você está me ouvindo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe, o pai morreu, o pai morreu e eu não deixei enfiarem os algodões no nariz dele, mas ele morreu mesmo, não voltou não, não respirou, não respirou mais. O coração não quis bater, mãe, e antes que houvesse tempo, eles o haviam enterrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tereza, eu perguntei do seu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai está morto, mãe, eu nem consigo acreditar nisso. Como pode parecer tão natural aquele corpo rijo, o túmulo cerrado? Ele era meu pai e tá doendo tanto. Mamãe está lúcida hoje, logo hoje. Um dia parece ótima e toma chá com biscoitos, no outro grita de medo de ficar sozinha na fazenda, chama mãe, mãe, mãe com um desespero de dar dó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Papai foi visitar a tia, disse que lamenta muito que a senhora não possa ir mas mandou lembranças. Estava feliz quando me ligou e disse que os campos de trigo estão mais bonitos do que nunca, e que eles tem tomado sol no final da tarde, que as crianças do Ronaldo estão grandes que é uma beleza. A senhora sabe como ele gosta de crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas ele disse que demora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O doutor Gilmar disse, ela está cansada, minha filha, e os rins estão piorando tudo, não vai durar muito. Esses surtos às vezes dão trégua mas fazem muito mal, e esses remédios só estão tentando aliviar a dor. Não há muito mais que se possa fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Talvez demore, mãe, e ele disse que não fique aflita porque está tudo bem, lá na casa da tia não vai telefone ainda mas ele gosta de ficar longe dessas coisas, a senhora sabe. Disse que pensa na senhora sempre, não disse isso quando te ligou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele disse, filha. Mas essas manias de velho do seu pai estão piores que nunca, eu fico preocupada com ele. E os remédios, será que levou todos? Eu pedi a Mariana pra conferir mas não sei, se pudesse eu mesma resolvia isso tudo, estou cansada dessa cadeira de rodas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ela vai andar de cadeira de rodas daqui pra frente. ´Não vai poder andar mais?´ ´Não, o corpo está debilitado demais, isso não vai acontecer. Tereza, você devia preparar seu espírito, já conversou com o padre?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A cadeira é só por uns tempos, hum? Pra não cansar as suas pernas de modelo, logo logo não vai mais ficar nelas, eu prometo, ok?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sabia que eu prometeria qualquer coisa. Papai estava lá na roça, corujando com aquela cara satisfeita os netos da sua irmã querida, tinha a árvore genealógica e tudo, tinha orgulho da sua família e contava aos filhos, aos netos. Sangue nobre, nós brincávamos com ele. Nasceu pobre mas com aquele sangue honrado, aquele rosto honrado, aquelas mãos honradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não fica preocupada com ele, mãe, está tudo bem. Ele disse que lá faz um sol lindo como daqueles das nossas férias na fazenda, você lembra como ele gostava?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos nós duas assistindo-o em silêncio, sentado na cadeira na varanda vendo eu e a Juliana com o Tor, o cachorro argentino, sujas com ele de terra até o fucinho, enquanto a mãe catava alguns tomates pro jantar e ralhava conos. Ralhava com ele também por nos deixar sujar as roupas daquela maneira, mas ele ria e chamava-a de minha velha com um carinho que soava como um soneto. Ele era o nosso dono do mundo, e brilhava como o sol. Eu a abracei, ela não reclamou mais das rabugices dele, e passou a dissertar sobre as milhares de coisas sem importância. Eu ouvia, e mesmo que o cheiro daquela casa me fizesse sentir na pele a morte do pai, meu coração ficara mais quente. Ela estaria sempre assim, entretida com essas coisas pequenas, desenovelando e enovelando tudo de novo, sem parar, mas com o coração sincero e perceptivo. Mamãe punha sua gravidade pra debaixo do tapete e falava sobre as receitas, as vizinhas, a prataria. Soava tudo tão bonito enquanto o amor por ela, por ele, por nós todos percorria com força as veias do meu corpo, mãe, quero você assim, cotidiano. E o coração leve para sempre, porque iremos todos pro lugar em que ficamos, ficamos para sempre na fazenda com o sol caindo devagar e a vida brilhando entre os dedos, enquanto dizíamos banalidades. Não era preciso que disséssemos coisa alguma, todo o resto dizia por nós aquilo que não se pode dizer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-3279160453926002384?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/3279160453926002384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2009/07/o-dia-parecia-alegremente-ensolarado-so.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/3279160453926002384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/3279160453926002384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2009/07/o-dia-parecia-alegremente-ensolarado-so.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-1140994945839177229</id><published>2009-06-22T15:51:00.000-07:00</published><updated>2009-06-23T12:55:18.146-07:00</updated><title type='text'>Ai, eles, que fazem comigo.</title><content type='html'>O samba é o meu amante, e nele eu mato, morro.&lt;br /&gt;Ele é o meu amor sincero, o meu pecado, - e não há nada que possa contra um gosto assim.&lt;br /&gt;Eu quero, seu moço, é que o mundo acabe em samba!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-1140994945839177229?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/1140994945839177229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2009/06/ai-eles-que-fazem-comigo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/1140994945839177229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/1140994945839177229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2009/06/ai-eles-que-fazem-comigo.html' title='Ai, eles, que fazem comigo.'/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-1966653419860106737</id><published>2009-06-20T11:52:00.000-07:00</published><updated>2009-06-20T12:05:08.103-07:00</updated><title type='text'>Platão</title><content type='html'>O mito da caverna:&lt;br /&gt;Os homens estariam acorrentados numa caverna, virados para a parede, observando as sombras. O mundo como se conhece não seria o mundo "real", completo, mas apenas um esboço dele, que apreendemos através dos sentidos.&lt;br /&gt;Um homem poderia se libertar através da educação, do auto conhecimento. Aquele que visse o mundo real lá fora deveria então voltar à caverna e contar aos outros. Alguns ririam, outros desejariam agredi-lo, e com sorte alguns o seguiriam. Os filósofos não enxergam por serem filósofos, mas são filósofos porque enxergam.&lt;br /&gt;Aos homens de outro caberia a tarefa de fazer as leis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor platônico:&lt;br /&gt;Muito ao contrário do significado adotado, não corresponde ao amor que não se realiza. O amor platônico é o amor perfeito, que assume todos os seus aspectos e engloba a imperfeição como parte de sua natureza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-1966653419860106737?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/1966653419860106737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2009/06/platao.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/1966653419860106737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/1966653419860106737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2009/06/platao.html' title='Platão'/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-3446379328727662760</id><published>2009-06-16T18:59:00.000-07:00</published><updated>2009-06-16T19:50:40.608-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O gosto do seu cigarro ainda está na minha boca. Eu não sei o que você está fazendo mas eu queria te pedir pra ficar mais um dia, tenho medo de que você saia pela porta e fique na rua para sempre, mas você não vai vir porque eu não vou ligar. O que eu diria?! Pombas, devia dizer qualquer coisa. Não digo, trago trago de novo, este é o meu cigarro e não o seu, e o seu gosto não é esse. Eu tô sozinha e faz um frio do caramba aqui. Cansei das músicas que tocavam sem parar mas não sei se cansei de você. Do ar blazé, das camisas largas e do jeito despreocupado de passar a mão no cabelo. Você debocha de tudo apesar de ter essa opinião barata e esses gostos underground, eu vou dizer mas não precisa me ouvir, digo na verdade é pra mim. É que você sabe que eu sou assim e faz de maldade, diz que eu sou previsível e não perdoa. Eu queria mesmo era alguém não que me tirasse de órbita, mas alguém que fizesse de mim o melhor que dá pra ser.&lt;br /&gt;Paz, eu quero paz, menino. Eu tô com o coração afogado e fumando um cigarro atrás do outro, são cinco e quarenta da manhã e eu tô com uma vontade louca de descer na rua  lá embaixo nessa claridade cinzenta, eu não sei bem como mas preciso desesperadamente sentir e até o ar gelado desce cantando no meu coração apertado, tudo tão calmamente frio e só eu nessa angústia berrante, tem trabalho acumulado na mesinha o telefone eu atirei longe e não passa, faz dias que eu não vou nem na padaria e eu tô me sentindo tão sozinha que quase bato aqui no 418 porque ele é simpático mas não saberia me ouvir, era você mas não dá, saía daqui e a essa hora não tem ninguém na rua, andar e não precisava chegar, não chegar nunca, pegar o carro e não parar nunca mais, como nos filmes, mas não era isso que eu queria pra mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-3446379328727662760?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/3446379328727662760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2009/06/o-gosto-do-seu-cigarro-ainda-esta-na.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/3446379328727662760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/3446379328727662760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2009/06/o-gosto-do-seu-cigarro-ainda-esta-na.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-3860979268551275614</id><published>2009-06-14T17:32:00.000-07:00</published><updated>2009-06-14T17:43:27.209-07:00</updated><title type='text'>Há sempre algo de ausente que me atormenta.</title><content type='html'>Antes eu tinha absoluta certeza. E tudo era mais fácil. Hoje, que sei que não sei, não enxergo um palmo na frente do nariz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ei mãe, eu tenho uma guitarra elétrica&lt;br /&gt;Durante muito tempo isso era só o que eu queria ter&lt;br /&gt;Mas ei, mãe, por mais que a gente cresça&lt;br /&gt;há sempre alguma coisa que a gente não consegue entender&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-3860979268551275614?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/3860979268551275614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2009/06/ha-sempre-algo-de-ausente-que-me.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/3860979268551275614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/3860979268551275614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2009/06/ha-sempre-algo-de-ausente-que-me.html' title='Há sempre algo de ausente que me atormenta.'/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-9084036114555004201</id><published>2009-06-08T11:09:00.000-07:00</published><updated>2009-06-08T16:47:00.585-07:00</updated><title type='text'>E é bom, que eu me lembre.</title><content type='html'>Sem querer lembrei de coisas palpáveis que a gente esquece, mas quando lembra sente até o compasso do corpo descendo a rua. Hoje faz frio, mas me lembrei mesmo assim do que me dissolve em açúcar puro. Fiquei grata pela sensação, me lembrei sem querer da amiga com quem escrevia, (aquelas coisas horríveis!) e depois de um dia inteiro juntas a gente fazia desenhos bordados escrevendo mais mil bobagens. Chegava e me sentava grata, esperando as gracinhas. Às vezes dava mil voltas fingindo que não tinha as nossas bobagens pra ler. E respondia com mais metros e metros de exclamações e idéias estapafúrdias, no vocabulário que nos pertencia. Lembrei dos livros emprestados. Dos dias que não tínhamos pressa em nada. Confabulávamos sem culpa nesse paralelismo adorável. Fazia sempre um sol de domingo na nossa rua.&lt;br /&gt;      Tinha uma carta nas mãos e um dicionário. Era uma música francesa numa letra redonda, que já descia pela minha garganta, tomava os meus pulmões e assaltava o coração. A essa altura a tradução não importava em nada; valia era a letra em francês, o quarto escuro, escondida, com um dicionário enorme. E ria, nervosa. Porque alguém escrevera aquela carta antes, pra ela.&lt;br /&gt;      Fazia um frio enregelante, mas não fazia mal. Voltava para casa sozinha depois de deixar o seu braço, o seu pedaço no caminho. Era bom voltar sozinha, sozinha na rua com as casinhas amigáveis. E desciam desdenhando as grandes questões do mundo e dizendo tudo o que não fazia sentido, porque não era necessário. Ele caminhava de braço dado com ela, parte irrevogável e sarcástica do seu coração desorientado e bobo.&lt;br /&gt;      Era naquela época em que a manhã nascia sem preguiça, mas sem susto. Era quarta feira de manhã (ou seria terça?) e estavam onde jamais se imaginaria que estivessem. Ah! Rodavam a rua como se não houvesse nada, como se fosse deles. Não olhavam pros lados. Ele entrou na livraria e deu pra ela o livro que ela queria. Tinha todos os dias vagos de verão para lê-lo sem pressa, e só de pensar nisso dava uma sensação boa. Saiu com ele apertado junto ao peito e rindo, riu o caminho todo de volta pra casa. Às vezes disfarçava abaixando a cabeça e respirando fundo, pra não constranger os outros. E mesmo que o livro não fosse maravilhoso, ficou sendo ele.&lt;br /&gt;      As pessoas tocavam alto, era verão. Era a ponte do Sena. Ficou ali, olhando, deixando todas as notas seduzirem seus pensamentos pra sempre. Abençoou os namorados que passavam pombos, era Paris. Queria ser a encarregada das histórias deles. Queria que se sentassem com ela e contassem tudo com amor, era Paris e fazia um sol lindo, e a banda tocava como se fosse há muito tempo atrás.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-9084036114555004201?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/9084036114555004201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2009/06/e-e-bom-que-eu-me-lembre.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/9084036114555004201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/9084036114555004201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2009/06/e-e-bom-que-eu-me-lembre.html' title='E é bom, que eu me lembre.'/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-8425029135693424050</id><published>2009-06-07T17:43:00.000-07:00</published><updated>2009-06-07T17:45:03.570-07:00</updated><title type='text'>Março</title><content type='html'>Mas faça o que você tem que fazer, menina, não tenha medo. Deus quer é isso; o reino dos céus é daqueles que se despem e abrem os braços, meu irmão costumava dizer e mamãe não gostava que dissesse assim, mas eu já não lhe disse que meu irmão sempre teve talento para o ordenamento? Mamãe não gostava das inclinações moderninhas deles e das interpretações sexuais, mas ele tinha a naturalidade dos escolhidos por Deus, e nem precisava estender a mão e falar nada pra tudo ficar em ordem, sua risada e sua calma já instalavam a paz das coisas boas. As garotas gostavam dele, tinha um jeito meio aéreo mas era bom, era um homem bom. Já te contei sobre o acidente, não foi? Mamãe rezava novena pela paz do meu irmão e já engatava uma reza pelo garoto do outro carro, esqueci logo o nome dele, só conseguia pensar nas mãos pesadas e sem jeito que tinham dirigido. Era um sujeitinho arrogante de maconha até o talo e cara de reggueiro, eu só não enfiei a mão nele por causa da mãe. Ele não estava bem, eu disse a pretexto de interromper o guarda, ela não precisava saber que ele estava drogado, o coração era severo mas também era bom, até a nossa empregada que era meio ranzinza vivia falando: coração bom, o da dona Marluce, e engolia as reclamações cotidianas sobre o sal da carne, mas não sem resmungar consigo mesma um pouco. Ela é muito católica, sabe, Letícia? Até hoje passa horas sentada naquela cadeira rezando baixinho, quando está aflita move os lábios com força e eu posso até ver o céu muito claro tragando os olhos dela, tal a fixação com que ela olha. Ela não merecia que lhe dissessem que o homem que matou o seu filho tinha fumado maconha.&lt;br /&gt;Sabe o que doeu mesmo, Letícia? Ela se esqueceu de rezar. Muitas vezes pegava assim num movimento bambo o terço, mas já não se reconheciam mais, os dedos que percorriam o terço e as pérolas pequenas. Não havia intimidade, ela nem chamou por Deus nenhuma vez, como quando ela precisava muito dele, quando rezava com fervor. Pegava repetidas vezes e logo esquecia a reza e ficava com aquele olhar parado muito tempo. Depois percorria os olhos por tudo, e nunca parava em lugar nenhum, olhava olhava olhava e não via. Dava uma tristeza, minha menina. O corpinho miúdo ficou só um fiapo pálido naquela penumbra da capela, parecia uma ovelhinha em sacrifício. Resignada, branca, o corpo curvado de dor e aceitação. Quis tirá-la de lá mas não consegui. Acho que ela nunca soube o que o padre disse aquele dia, Deus a havia traído, eu lia nos olhos dela. Mas não tinha raiva. Abaixava a cabeça e eu posso jurar que via aquele brilho de lâmina acima do seu pescoço. Eu sempre achei que a morte em si era boa, mas a lâmina sem o golpe era o inferno. A expectativa que não se consumava, o coração doía demais e teimava em não morrer, não morrer. Mamãe teve lá os seus exageros, mas é boa, não sei porque calhou castigá-la. Resignada, depois que conseguiu sair do quarto ia à capela perto de casa para pedir perdão, suspeito. Porque ela ficou deprimida, Lê, até o médico ficou com medo, ela já não era uma moça. E ela mal falava, nem pra reclamar da comida falava com a empregada. A maior parte do tempo parecia não se dar conta da nossa presença, e andava pra lá e pra cá, sem saber o que estava fazendo ou o que precisava fazer. Bordou mantas compridíssimas que nunca acabavam, mas acho que não se distraía com elas senão se concentrava mais e mais. Me disse uma vez com a voz grave que ia rezar pela alma do irmão e pela paz do garoto, mas suspeito que ela ia pedir perdão por ter sentido que Deus a traíra. Eu podia sentir cada fagulha de fé e doutrina queimando ferozmente a heresia que nem ousava pronunciar, a heresia que ousara sentir. Era preciso se purificar, então ela passava dias inteiros enfiada na capela, falando com o padre, rezando no quarto. E pra tudo que eu digo ela costuma dizer, Deus sabe o que faz. E sua voz ficou meio amarga, as pérolas seguras convictamente por entre os dedos magros. Os olhos azuis ficaram para sempre como duas pedras no fundo da água, baças. Na tevê um homem sem expressão continua encenando sua fé, repetindo incessantemente o terço, mas mamãe acredita nele, e pede perdão, e pede pelo seu filho. O filho dela era bom, Lê. Ela jurava que ele tinha vocação pra padre mas se não quisesse também não tinha importância, teria filhos com os mesmos olhos grandes e claros, que falariam com a mesma calma e seriam já duas ou três risadas que podiam tudo contra tudo. Sua casa seria assim o templo dos deuses nos domingos em que fôssemos visitá-las, mas havia um homem drogado no outro carro e a casa ficou pra sempre meio opaca, cansada, velha; enquanto ela reza, reza como se pudesse trazer o seu menino de volta, e como se fosse ontem, e como se fosse hoje e ela pudesse parar a fumação do cara arrogante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-8425029135693424050?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/8425029135693424050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2009/06/marco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/8425029135693424050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/8425029135693424050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2009/06/marco.html' title='Março'/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-276774563502817038</id><published>2009-06-05T12:08:00.000-07:00</published><updated>2009-06-05T12:16:25.847-07:00</updated><title type='text'>Você, que não pertence. (nem a aqui, nem a ninguém)</title><content type='html'>Estou te pedindo, menina. Olha pra frente e deixa, abre as asas, sente o vento, deixa. Se você for pra sempre assim como é agora, o mundo todo será seu, eu prometo. Não precisa se preocupar. Faça o que tiver de fazer; não precisa chegar a lugar nenhum, han?! Só faça o caminho. Sinta tudo nesse frenesi de quem ama demais, preste atenção na delicadeza de cada minuto, sinta, sinta tudo o que puder. Ainda se for raiva, sinta-a com sinceridade, mas deixe passar. E outra, esqueça as análises científicas, a menos que você seja louca por uma delas, e se for, conheça-a com o coração. Com o coração, menina, e não só com as nomenclaturas. Não se preocupe com o que eles dizem, nem comigo. Mesmo que você não saiba exatamente o que fazer, faça alguma coisa ou não faça nada. Por que de lembrança você leva mesmo é o gosto das coisas. Seja sábia o suficiente para ser feliz e tola o suficiente para não se importar demais com a coisa alguma. Eu te peço que cante, que grite, deixe-se ao propósito simples e primário a que veio. Seja menina, como a vejo agora, e é bom mudar mas também é bom continuar sendo a mesma. Deixe-se apaixonar e fique de luto quando virarem a esquina, quando você também errar, mas volte a se apaixonar de novo. Não deixe nada te corromper, menina, porque você brilha como o sol.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-276774563502817038?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/276774563502817038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2009/06/voce-que-nao-pertence.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/276774563502817038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/276774563502817038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2009/06/voce-que-nao-pertence.html' title='Você, que não pertence. (nem a aqui, nem a ninguém)'/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156084849013145710.post-8358190609220894911</id><published>2009-05-25T18:09:00.000-07:00</published><updated>2009-05-25T18:11:38.067-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>- Antônio, troca a música porque esse Villa Lobos não entende nada de dor. Põe Bach.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156084849013145710-8358190609220894911?l=insolente4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://insolente4.blogspot.com/feeds/8358190609220894911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2009/05/antonio-troca-musica-porque-esse-villa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/8358190609220894911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156084849013145710/posts/default/8358190609220894911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://insolente4.blogspot.com/2009/05/antonio-troca-musica-porque-esse-villa.html' title=''/><author><name>Insolente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09716896995125484225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-EQWYqqOJr9s/TbWPHoZY1KI/AAAAAAAAAIE/ewYl2db1TD4/s220/Imagem%252520295%255B1%255D'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
